28 de jul. de 2009

O nazismo e os pontos de vista

Assisti ontem à a noite "Operação Valquíria".


Em linhas gerais, o filme conta a história do Coronel Claus von Stauffenberg que luta, junto com um grupo de oficiais do exército alemão, para acabar logo com as mortes (eles já preevem que o país vai perder a guerra) e salvar a integridade da Alemanha. Para tanto, precisam matar Hitler, constituir um novo Estado e render-se na guerra.

O filme faz todo o sentido para nós, mais de 50 anos depois do final da guerra. O personagem é mostrado (e é fácil de vê-lo assim) como um soldado destemido e altruísta. Quase um mártir!

Depois ficamos discutindo aqui no apartamento... (roomies night!) Se vivessemos nos tempos do nazismo, nós muito provavelmente seguiríamos as regras do governo. Não temos o perfil revolucionário, pelo contrário. Gostamos da organização e fazemos o possível para mantê-la!

Além do mais, desafiar o sistema - e em especial o Führer em pessoa - significava não somente por sua vida em risco, mas a de todas as pessoas que se ama. Vocês arriscariam a própria vida e a vida da tua mulher e filhos em nome da pátria? Eu, definitivamente, não...

Lembrei de outro excelente filme que assisti esse ano.


Muito resumidamente, "O Leitor" conta a história de uma mulher alemã que acaba trabalhando como funcionária do governo nazista. Posteriormente, é julgada pelos "crimes" que cometeu. Em uma passagem especial, ela é responsável (e recebeu ordens muito claras nesse sentido, advindas de sua superior) por manter algumas pessoas presas numa igreja, que acaba pegando fogo. Quando questionada do motivo por não ter deixado esses presos fugir, ela responde: "mas eles iriam fugir! Meu trabalho era mantê-los presos!".

É fácil de julgar do nosso ponto de vista (pós-guerra, com lavagem-cerebral dos horrores do nazismo, nascidos em um país aliado). Mas se eu tivesse tido a criação da personagem, se eu vivesse na mesma época, se eu tivesse a mesma crença no governo e senso de obedecer as ordens... Não sei se não faria exatamente a mesma coisa.

Gripe "de grife"

Sério, to cansada desse assunto na mídia e do sensasionalismo. Hoje o estado do Rio mandou os hospitais internarem todas as grávidas com sintomas da gripe (http://migre.me/4jOV). Vocês imaginam quantas grávidas com febre têm no Rio? Como se tivessem leitos sobrando nos hospitais...

Dei uma pesquisadinha no assunto. Descobri que em 2008 morreram 17 pessoas POR DIA no estado de São Paulo em função da gripe "comum" (http://migre.me/4jRv). Mas isso não gera pânico, gera? A velha gripe de sempre, já batida, que nos atormenta todo o inverno. Não é novo. Não ta na mídia... Ou vocês leram essa notícia antes?

O Google tem uma ferramenta muito legal, o google trends (www.google.com/trend). Ela constroi um gráfico demonstrando o volume de busca por determinada palavra na busca do Google nos últimos anos. Dei uma pesquisada por "flu" no volume mundial. Esse foi o resultado:



A primeira linha é o volume de busca das pessoas. A segunda, o
volume de aparecimento em notícias. Como a gente pode ver da busca pelo termo em inglês, "gripe" tem três picos: o primeiro eu não consigo identificar... O segundo (B) é o da gripe aviária. E tem o da gripe suína no ponto C. Da pra perceber um pico em C, seguinda de uma significativa diminuição. Principalmente na segunda linha, a das notícias.

O gráfico com a palavra "gripe"no Brasil é um pouco diferente:


Da pra perceber que a gente tem o mesmo pico C, mas também um pico D, que acredito ser quando a tal gripe chegou efetivamente ao país. Mas o mais impressionante é a alta atividade que continua se observando, num movimento crescente nos últimos meses (surpresa?!). Aparentemente tem um declínio nas notícias nesses últimos dias. Também nas notícias percebe-se uma atividade mais alta que a média global, embora tenha apresentado uma recaída nos últimos dias. Será que se mantém?

Será que esse pânico todo, como confirma o gráfico, é culpa só da mídia? O que mais influenciaria?

21 de jul. de 2009

Festival de filmes de férias de inverno (2)

O DIA EM QUE A TERRA PAROU

Eu também parei pra ver esse filme que aborda um tema tão interessante, mas quase dormi com as atuações inexpressivas de Keanu Reeves e de Jennifer Connelly e com o roteiro sem profundidade do diretor Scott Derrickson, de O Exorcismo de Emily Rose.


O Dia em que a Terra Parou (The Day The Earth Stood Still, 2008) é um remake do clássico de 1951. Entretanto, na minha visão, a nova versão apresenta vários problemas na adaptação. Eu não vi o original.... Mas faz sentido que em um período pós-guerra, o filme trouxesse reflexões sobre o fato que somos todos da mesma espécie e, apesar das diferenças, somos todos responsáveis pelo planeta em que vivemos. Deve-se levar em consideração que o filme original foi lançado em plena guerra fria e que todos estavam apavorados com a possível eclosão de uma Terceira Guerra Mundial, dessa vez nuclear.

Entretando, hoje em dia esse discurso está batido e as pessoas estão mais maduras para enfrentar as verdades sobre o egoísmo que cada um possui e que permeia todas os conflitos, desde os familiares até as guerras, e o diretor não soube explorar isso. Então o filme ficou fraquinho em termos de reflexão.

Bom, fora isso, o filme escorrega em vários outros pontos... Mas vamos à história: Klatuu (Keanu Reeves) é um alienígena representante do conselho dos líderes das galáxias que veio para a terra com a missão de dar aos humanos um ultimato: ou aprendemos a respeitar as outras espécies que vivem no nosso planeta - e o planeta em si - ou a raça humana será exterminada.

Os aliens escolhem, mas que surpresa, Nova Iorque como QG da visita. Que coisa, deve ser muito legal morar lá. Êta cidade agitada, as maiores histórias de amor acontecem lá, os principais thrillers policiais também, isso sem falar nos aliens, no Godzila, no Homem-Aranha e, é claro, no GORT (olhem o filme para entender..). Gente, tá todo mundo lá!!!! Porto Alegre é muito pacata mesmo...
















Ainda bem que ao menos eles fazem uma críticazinha aos americanos, que adotam o alien como seu rato de laboratório, excluindo a opinião do resto dos líderes mundiais sobre o que fazer com essa crise. Só não entendo como o maior procurado de todos os tempos sai caminhando na boa do hospital e ninguém acha ele por um tempão (isso sim é uma verdadeira tiração com o sistema de defesa americano)...

Salvam o filme as ótimas atuações de Kathy Bates, como secretária de defesa e representante do presidente dos EUA e do ator John Cleese ( o professor de Helen), sendo o último protagonista da melhor cena do filme, a conversa "matemática" entre o alien e o professor.

Ah, outro ponto a ser discutido é o insistente uso (e abuso) do merchandising. Ex.: De todos os lugares que eles poderiam ter parado para tomar um café, adivinha qual eles escolheram??? O MC Donald's, é claro, incluindo um reflexo do famoso "M" no vidro do carro. AFFFF, que irritante!!!!

Apesar de tudo isso, se fizermos um esforço, da pra tentar manter o debate (levantado pelo primeiro filme) de que a terra não é nossa, que somos um bando de arrogantes e que a maioria de nós precisa mesmo é de um bom psicólogo (para manter o clima do filme, vou fazer um merchandising sobre a minha futura profissão, hahaha). Ta, não, brincadeira. O filme também da uma visão otimista de que "estamos mal mesmo, mas a gente só muda quando está com a corda no pescoço". Será? Acho que temos tudo para melhorar e não falo de grandes mudanças mundiais, mas de pequenas mudanças internas em cada pessoa. Falta só a coragem de olhar verdadeiramente pra si e encarar o que tiver que encarar para conseguir ser uma pessoa melhor, para si, para os outros e para o nosso planeta.

20 de jul. de 2009

Marcelo Camelo - review

O Marcelo Camelo apresentou ontem, no teatro do Bourbon Country, um dos últimos shows da turnê do seu Album solo "Sou" (título retirado do poema visual de Rodrigo Linares que imprime a capa do disco, abaixo).


Eu tava muito curiosa em como seria montado o show em função do estilo do CD: bastante experimental e de difícil assimilação (se tem gente que acha que o álbum "4" do Los Hermanos é difícil, na minha opinião, esse é mais ainda). Além disso, a maioria das faixas são intimistas, por vezes melancólicas, contando apenas com o Marcelo na voz e violão.

A primeira surpresa veio logo que chegamos: no palco encontravam-se uma série de instrumentos e microfones formavando um semi-círculo ao redor do lugar reservado para o artista da noite. Logo vimos que o show seria mais agitado do que imaginavamos!

Entra o Marcelo Camelo e apresenta as duas primeiras músicas com pouca luz e somente ele na voz (linda, por sinal) e violão.

Logo em seguida entra a banda Hurtmold (fantásticos!) para acompanhar o artista. O grupo utiliza diversos instrumentos: o percussionista, por exemplo, usou lixas em uma das músicas e tocou sax em outras! É então que a coisa ganha vida!



Durante o show alternam-se momentos mais agitados com a banda (tem uma hora que entra, inclusive, uma bateria de samba e um cavaquinho) e mais tranqüilos com o Marcelo sozinho no palco.

É muito legal observar como Marcelo Camelo se diverte em ouvir a platéia cantando. Eu gosto quando o artista realmente curte a coisa!



Ja no bis, o cara volta ao palco e destroi (porque essa é a palavra) um "Alem do que se vê" no violão de nylon. Ao longo da música entra a banda! Perfeito! Eles ficam tocando, continuamente. O Marcelo se despede e sai do palco. Eles continuam tocando. Aos poucos, um por um, cada músico se despede e sai do palco. Sobram no final o trompetista e o baterista. Indiscritível. Vou colocar um vídeo para ter-se idéia!



Se eu já gostava do CD, adorei o show! Recomendo...

17 de jul. de 2009

ERRO NO SISTEMA !

A mulher está na cama com um amigo e de repente ouve o barulho da chave na
fechadura. Fica nervosa, principalmente, porque nos apartamentos modernos
não há espaço debaixo da cama, estão a 20 andares de altura, não há
armários... e, de repente, ela diz ao amante,
- Querido, fica tranquilo e faz tudo o que eu disser. Fica ali de pé, como
se fosse um robot, sem pestanejar.

O marido entra:
- Olá amorzinho! Olha, anteciparam o voo e eu cheguei um dia antes... mas...
quem é esse tipo e que m... está fazendo aqui nu, aí plantado?

A mulher sorri e responde:
- Como você tem me abandonado com essas viagens e reuniões, resolvi comprar
este 'robot escravo sexual modelo RTSEX-2007'. Venha, aproxime-se...
toque-o... Tem pele de verdade; é arrefecido a água; gasta pouco,
processador de 256 bites, ligação GPRS à Internet, actualizações
automáticas, etc, etc...

- Mas, amor... havia necessidade disso?

- E o que você queria? Que eu transasse com algum vizinho ou com o porteiro
do prédio?

- Está bem, deixe de besteira e vamos para a cama - disse ele.

A mulher, que já estava cansada, responde:

- Ai, fofinho, é que... estou com dor de cabeça e além do mais, eu estou
naqueles dias...

- Que saco! Então, por que não vai arranjar qualquer coisa para eu
comer?

A mulher sai do quarto e vai para a cozinha. O marido, que ficou a sós com o
suposto 'robot', olhando-o, diz:

- Se este invento é bom para a minha mulher, também vai servir para mim.

E então, puxa-o pelo braço, atira-o para cima da cama, coloca-o de quatro e,
quando está a ponto de partir para os finalmente, o robot diz nervosamente e
com a voz mais metálica e robótica que consegue:

- 'ERRO! ERRO DE SISTEMA, ENTRADA INCORRETA! ERRO! ERRO DE SISTEMA, ENTRADA
INCORRETA'.

O marido olha-o de alto a baixo, sobe as calças e diz:

- Que se lixe a m... do robot moderno. Vou atirá-lo agora mesmo pela
janela...

O amante, assustado, ao lembrar dos 20 andares do prédio, grita com a mesma
voz metálica:

- SISTEMA ATUALIZADO! DOWNLOAD DE SOFTWARE COMPLETO! POR FAVOR,
TENTE DE NOVO!

15 de jul. de 2009

Mess

Aff milanos que não posto nada...

Bom, vou ser breve hoje, sem muitas filosofias. Apenas um desabafo que quero compartilhar.

...Palavra que simboliza o meu ano até então: CONFUSÃO!

A gente vive lendo em artigos de revistas e jornais que as empresas precisam quebrar paradigmas para se manterem competitivas e blablabla... e eu começo a me dar conta de que estamos realmente vivendo em um tempo de mudanças. Tudo o que parecia muito certo para mim até então está se mostrando de maneira diferente. Isso não é ruim, mas causa um desconforto incrível! Cada semana parece um mês, porque a impressão é que estou reaprendendo a viver (?!). Bizarro... medo! Ahhhh!

Muitas coisas toscas e ilógicas começam a fazer um pouco de sentido. E aquelas que pareciam muito certas e óbvias caem no contestamento. Ainda quero me agarrar às minhas antigas certezas..mas isso não funciona por muito tempo =/

Mais alguém?

....

Bom, para finalizar, sei que já postei essa música antes, mas a cada vez que ouço, ela tem um significado diferente. Não canso dela!

o vento

los hermanos

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!


7 de jul. de 2009

Festival de filmes de férias de inverno (1)

Nada melhor nas férias de inverno do que assistir todos aqueles filmes que não deu pra ver no resto do ano, quando estávamos atolados de coisas para fazer para a faculdade e as únicas leituras que fazíamos eram os jornais e polígrafos das aulas...

É epoca de melhorarmos nossa cultura, útil e inútil. Por isso declaro aberto o primeiro festival de filmes de férias de inverno do nosso blog (quantos "de" nessa frase, credo).

Vale ressaltar que não entendo nada de filmes, diretores, luzes... Meus comentários são de uma leiga para tantos outros leigos. Me interesso mais pela moral do filme do que pelos seus efeitos especiais ou estatuetas. Minhas avaliações são meio nonsense, por isso, se ofendi algum fã de algum filme, sorry, não é a intensão!

Bom, então dando início aos trabalhos:


ERA DO GELO 3


Muito fofo, lindo e amado. Mas não vão assistir no cinema pq só tem dublado e perde metade da graça, especialmente numa sessão às 16h de sexta, cheia de crianças jogando pipoca pra todos os lados e falando alto!!!
Deixem pra alugar depois ou então encontrem uma sala que exiba o filme legendado (em POA deve ter, mas como sou do interior....).
Recomendo!!


CREPUSCULO













"OK"zinho... A trama até vai, consegue ser divertidinha..

A história é contada por Bella, uma guria de 17 anos que se muda pra casa do pai, com quem ela não tem muito contato. Já chega "chegando" na escola porque é aluna nova, arruma uns amigos puxa-saco e tudo parece andar bem até que ela põe os olhos no cara mais branco e esquisito que já vi na minha vida. SÉRIO, QUEM MAQUIOU AQUELE CARA????
Ele é pra ser o gostosão da escola e que não tá aí pra ninguém porque é muito independente, tem um carro melhor do que o resto da galera e tem amigos bizarros que não se misturam com a "ralé".
Ela descobre que ele é um vampiro, que ta afinzão do sangue dela e, claro, que acaba se apaixonando por ela. Isso é o que diz a contra-capa, né, porque cenas de paixão bem feitas passaram longe da tela. Que gurizada mais sem expressão tchê! Até a minha vó atua melhor do que o casal ali...
Enfim, recomendo só se não tiver nada melhor pra fazer.. E nesse caso, pelo que ouvi falar, vale mais a pena ler o livro (dizem que o filme não fez jus a ele). Ta saindo o segundo filme da série e espero que eles troquem de maquiador, please!!


NOVO MUNDO




















ARGH, que filme ruim.

Parece um épico, pela capa, mas é um romance grudento e longo, muiiito longo. O diretor NÃO tinha BRTurbo... Só se salva a fotografia, que é demais!
Não recomendo...

SETE VIDAS




















Fiquei intrigada com esse filme... Eu tinha altissimas expectativas sobre ele, mas me decepcionei. A atuação do Will e dos demais está ótima e a história parece ser legal. Mas o final????? Comecei a ficar meio revoltada. Só vi culpa, culpa e mais culpa por todos os lados. E dai, na minha opinião, ele fugiu da situação, não encarou a dor e se livrou da culpa de uma maneira que não tirou muitas lições pra si. Sem falar que ele não fez as bondades pros outros de verdade, mas pra aliviar a dor que ele tava sentindo. Não curti. Ainda por cima ele passou a culpa adiante, ou vocês acham que a guria que recebeu a doação não vai ficar se sentindo mal, achando que ela causou o final trágico dele? Vai procurar um psicólogo!!! Aprende a encarar as coisas e dedica o resto da tua vida a fazer o bem então...Aff.. Hehehehe

Mas recomendo, vale pela discussão...


GHOST TOWN


Bom, confesso que minhas expectativas sobre esse filme não eram as melhores... Mas até que me surpreendi! Ghost town é a história de um dentista rabugentão e que odeia o contato com pessoas até que, depois de passar por um momento de quase morte, ele começa a ver espíritos. E o pior, os espíritos querem que ele os ajudem a terminar coisas inacabadas aqui na terra.

Tá a história é meio sessão da tarde, o romance é meio fajuta, mas a liçãozinha no final até vale a pena! É um bom passa-tempo pra essas tardes de chuva, desde que acompanhado de uma boa pipoca (que poderá servir de consolo, caso vcs achem o filme ruim)..

Recomendo!


6 de jul. de 2009

Jorge Drexler - review

Sério, eu fui com as expectativas altas - o que é sempre perigoso. E saí extasiada! Foi bom demaaais!!!!

O show é do disco 'Cara B' que, diferentemente dos demais, não conta com cordas, metais, baixo, bateria, percussão, violões, guitarras, coros, etc. É o Jorge Drexler alternando entre o violão e a guitarra sozinho no palco.




Alem disso, tem uma dupla de malucos (os engenheiros de som/instrumentistas Matías Cella e Campi) inserindo efeitos ao vivo: tanto sons gravados anteriormente (buzinas de bicicletas, percussões, pessoas falando, vendedores ambulantes gritando o seu produto, o filho do Jorge cantando, o som de msg do MSN e de desligar o windows, etc.), como sons gravados nos seis microfones espalhados na plateia (ruídos, palmas, conversas). O próprio Jorge Drexler grava o backing vocal que fica repetindo na música, como em "Guitarra y vos". Tudo na hora!

O músico é simpaticíssimo, conversa com a plateia o tempo todo. Tocou umas 3 ou 4 músicas sugeridas pelo público, fez o pessoal estalar os dedos como percussão durante uma música toda, fez a platéia cantar os refrões enquanto ele fazia uns fundos, cantou música nova (cuja letra ele teve que buscar entre diversos papeis soltos) mesmo sem estar completamente acabada, contou histórias.

Num determinado momento teve uma microfonia bem forte. Ele desligou o amplificador e continuou tocando a guitarra!!! Sem amplificação. Depois, enquanto o pessoal tentava resolver o problema, cantou "al otro lado del río" à capela, como no Oscar. Emocionante!

Mais pro meio do show, os engenheiros de som entram em cena e sobem ao palco com os intrumentos mais bizarros: uma serra tocada com uma escova e um arco de violino e o tal de temerim, que está no vídeo abaixo (gravado no show do ano passado, da mesma turnê).




Bom, por fim, só tenho a dizer que este foi o último show da turnê deste álbum. O Jorge Drexler repetiu isso várias vezes, emocionado! Grande show!!!

Jorge Drexler

Eu vou no show do Jorge Drexler hoje de noite!!! Embora eu conheça bastante coisas dele, andei dando uma estudadinha pré-show.

Tem dois fatos curiosos da biografia dele. O primeiro é que ele é médico, assim como os pais. Otorrinolaringologista (quantos outros médicos músicos vocês conhecem? Eu conheço só um médico escritor: Moacyr Scliar... hehehe).

O segundo é sobre o Oscar. O jorge Drexler foi o primeiro Oscar de melhor canção original com uma música não cantada em inglês! (Al otro Lado del Rio, do Diários de Motocicleta). Na época, concorreu e ganhou, inclusive do famoso Andrew Lloyd Webber, que concorria por 'O Fantasma da Ópera'. Para a cerimônia, a organização do oscar achou que o Uruguaio era muito desconhecido, então colocou o ator espanhol Antonio Banderas e o guitarrista mexicano-americano Carlos Santana para apresentar a música. Num gesto de protesto, quando foi buscar a estatueta, ao invés de discurso, Jorge Drexler cantou boa parte da SUA música à capela. Muito bom!

Ainda nas minhas pesquisas, parei para reparar as letras (como meu espanhol não é lá aqueeela coisa, eu não tinha feito isso direito antes). São ótimas!!! Segue uma abaixo, para entrar no clima.

Polvo de Estrellas

"¿Que hay en una estrella? Nosotros mismos.
Todos los elementos de nuestro cuerpo y del planeta
estuvieron en las entrañas de una estrella.
Somos polvo de estrellas."
ERNESTO CARDENAL, "Cántico Cósmico"

Vale
Una vida lo que un sol
Una vida lo que un sol
Vale
Se aprende en la cuna,
se aprende en la cama,
se aprende en la puerta de un hospital.
Se aprende de golpe,
se aprende de a poco y a veces se aprende recién al final
Toda la gloria es nada
Toda vida es sagrada
Una estrellita de nada
en la periferia
de una galaxia menor.
Una, entre tantos millones
y un grano de polvo girando a su alrededor
No dejaremos huella,
sólo polvo de estrellas.

Vale
Una vida lo que un sol
Una vida lo que un sol
Vale

Se aprende en la escuela,
se olvida en la guerra,
un hijo te vuelve a enseñar.
Está en el espejo,
está en las trincheras, parece que nadie parece notar
Toda victoria es nada
Toda vida es sagrada
Un enjambre de moléculas
puestas de acuerdo
de forma provisional.
Un animal prodigioso
con la delirante obsesión de querer perdurar
No dejaremos huella,
sólo polvo de estrellas.

5 de jul. de 2009

Os meninos-lobo

Muito interessante o texto do Cláudio de Moura Castro, na Veja desta semana:

Os meninos-lobo

"Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade
civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo"




No velho conto de Rudyard Kipling Mogli, o Menino-Lobo, o autor descreve uma criança que, adotada por uma loba, cresce sem jamais haver usado uma só palavra humana, até ser encontrada e se integrar à sociedade. O conto é atraente, mas cientificamente absurdo. Porém, houve outros casos, supostamente reais, de crianças criadas por animais. E também casos reais (até recentes) de crianças que cresceram isoladas e sem oportunidades de aprender a falar.

Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens criados sem interação humana despertaram o interesse da psicologia cognitiva e da linguística. A razão é que seriam um experimento natural que permitiria responder a uma pergunta crucial: esses jovens, sem conhecer palavras, poderiam pensar como os demais humanos?

A questão em pauta era decidir se pensamos porque temos palavras ou se seria possível pensar sem elas. Como os meninos-lobo não conheciam palavras, se podiam pensar, teria de ser sem elas. Nos diferentes casos de crianças criadas em isolamento, ficou clara a enorme dificuldade de ajustamento que elas encontraram ao ser reabsorvidas pela sociedade. Muitas jamais se ajustaram, fosse pelo trauma do isolamento, fosse pela impossibilidade de pensar humanamente sem palavras. Mas o fato é que não desenvolveram um raciocínio (abstrato) classicamente humano.

O interesse pelos meninos-lobo feneceu. Mas se aprendeu muito desde então, e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível – pelo menos, o pensamento simbólico que é a marca dos seres humanos. Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.

"Vivemos em um mundo de palavras", diz o celebrado antropólogo Richard Leakey. "Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação, nossas comunicações e nossa rica cultura são tecidos nos teares da linguagem... A linguagem é o nosso meio... É a linguagem que separa os humanos do resto da natureza." Para o neuropaleontólogo Harry Jerison, precisamos de um cérebro grande (três vezes maior do que o de outros primatas) para lidar com as exigências da linguagem.

Portanto, se pensamos com palavras e com as conexões entre elas, a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Dito de outra forma, pensar bem é o resultado de saber lidar com palavras e com a sintaxe que conecta uma com a outra. O psicólogo Howard Gardner, com sua tese sobre as múltiplas inteligências, talvez diga que Garrincha tinha uma "inteligência futebolística" que não transitava por palavras. Mas grande parte do nosso mundo moderno requer a inteligência que se estrutura por intermédio das palavras. Quem não aprendeu bem a usar palavras não sabe pensar. No limite, quem sabe poucas palavras ou as usa mal tem um pensamento encolhido.

Talvez veredicto mais brutal sobre o assunto tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein: "Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento". Simplificando um pouco, o bem pensar quase que se confunde com a competência de bem usar as palavras. Nesse particular não temos dúvidas: a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1 a competência linguística.

Pelos testes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na 4ª série 50% dos brasileiros são funcionalmente analfabetos. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a capacidade linguística do aluno brasileiro corresponde à de um europeu com quatro anos a menos de escolaridade. Sendo assim, o nosso processo educativo deve se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos.

Ao estudar a Inconfidência Mineira, a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas, o aprendizado mais importante se dá no manejo da língua. É ler com fluência e entender o que está escrito. É expressar-se por escrito com precisão e elegância. É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados.

No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada. Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado. Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo.

Cê ta pensando que eu sou Lóki bicho?

Domingo passado fui assistir, no Santander Cultural, o documentário do Canal Brasil sobre a Vida de Arnaldo Baptista, fundador dos Mutantes. Na verdade confesso que conheço pouco do grupo - e não demorou muito para eu ter certeza de que devo conhecer mais. Logo!

A história do Arnaldo é interessantíssima e me fez pensar em várias coisas. Em primeiro lugar, certo que o cara era/é um gênio musical! Ele criou músicas que mesclavam a MPB e o rock-com-apenas-três-notas que predominava na época. Aos 20 anos, líder dos Mutantes (com o irmão Sérgio Dias e a Rita Lee), foi um dos principais responsáveis pelo surgimento do movimento tropicalista, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé. Mas, apesar de toda genialidade, o cara não resistiu às drogas (principalmente LSD). Além disso, a vida pessoal foi complicadíssima, culminando com diversas internações em hospícios e uma tentativa de suicídio. Aí eu me pergunto: será que é inerente à condição de genialidade uma certa dificuldade de lidar com as coisas diárias e reais? Eu fico pensando em outros gênios e também me vem à mente vidas caóticas. Além disso, será que o cara era louco mesmo ou a gente que ainda não é/era capaz de entendê-lo? (será que todos que estão no hospício são loucos de verdade?) E mais, o quão diferente teria sido a vida do Arnaldo se não houvessem as drogas no caminho?

Fiquei imaginando, também, a pressão que um cara desses - gênio - não deve ter para continuar compondo coisas maravilhosas, e ao mesmo tempo continuar se divertido em fazer música, continuar fazendo diversos shows e sempre entreter o público, etc. É... Ser gênio deve ser mesmo uma vida fácil... Ou feliz. Se bem que deve ter quem saiba lidar com essa pressão, não? No momento não me ocorre ninguém... Mas tem que ter.

Outra coisa que chama a atenção são os dois amores da vida dele. O primeiro, pela Rita Lee. Parece uma coisa tão inocente, bonita. Seria um típico primeiro amor? E também parece claro que o declínio dos Mutantes está profundamente relacionado ao declínio do relacionamento entre os dois. Eles se divorciam e ela deixa o grupo. Alega que estava sendo escanteanda nas composições musicais. Eles negam, dizem que foi uma decisão dela. É engraçado que o documentário começou a ser feito em 2004 e só foi terminado em 2008. Durante todo esse tempo foram gravados depoimentos de diversos artistas: Tom Zé, Lobão, Liminha, Lucinha Barbosa (mulher de Arnaldo) e Sean Lennon (filho do ex-beatle e fã dos Mutantes). Mas a Rita Lee não quis aparecer. Limitou-se a conceder o direito de uso da sua imagem. Da mesma forma, quando os Mutantes se reuniram novamente em 2006, Rita Lee não topa participar e entra a Zelia Duncan em seu lugar. A pergunta que fica é: o que de tão grave aconteceu, para justificar o silêncio da Rita? A gente passou horas criando teorias, mas não conseguimos chegar em nada convincente...

Depois do "acidente", no qual o Arnaldo se joga do quarto andar de um hospital, como ele próprio diz, "acordou nos braços da Lucinha". Ela já conhecia anteriormente o músico e se comoveu com a situação, estando presente nos quatro meses em que ele permaneceu em coma e em toda a recuperação. O documentário passa a idéia de que ela resolveu viver a vida para ajudar o Arnaldo. Dedicação total. Ela ajuda ele o tempo todo, vai junto até a subida do palco e recebe ele depois dos shows. Passa até uma sensação de obsessão. Por outro lado, se diz feliz. Assim como ele. Será que é saudável um relacionamento onde ambos se dizem felizes pelo simples fato de existir a felicidade? Mas não é isso tudo o que buscamos, afinal de contas? Saí do filme achando que não. Continuo achando que duas laranjas que resolvem ficar juntas é muito mais saudável do que meias laranjas. Ainda que sejam duas meias laranjas aparentemente felizes...

Bom, não preciso dizer que adorei o documentário, ?! E a trilha sonora, como não poderia deixar de ser, é fantástica. Recomendo a todos!


27 de mai. de 2009

Linhas aéreas



Esse é o desenho de todas as linhas aéreas do mundo. Quase forma o contorno dos continentes!!

26 de mai. de 2009

Pra descontrair

Duas piadas bonitinhas que ouvi essa semana:


1. De volta do recreio, a professora de um colégio americano questiona seus alunos sobre o que brincaram:
"Bob, o que tu fizeste hoje no recreio?"
"Eu brinquei na areia, professora."
"Ótimo. Se tu vieres ao quadro e escreveres corretamente 'areia' vais ganhar um ponto extra"
Quando Bob conseguiu seu ponto extra, a professora seguiu indagando os aluninhos:
"James, o que tu fizeste hoje no recreio?"
"Ah, eu também brinquei na areia, professora."
"Ótimo, James. Se tu vieres aqui no quadro e escreveres corretamente 'brincar', vais ganhar um ponto extra".
Por fim, a professora questiona Mohamed:
"Mohamed, o que tu fizeste no intervalo?"
"Eu queria brincar na areia, professora. Mas meus colegas não me deixaram!"
A professora então diz para a turma:
"Que feio crianças. Não se pode fazer descriminação etnica com os coleguinhas!!!"
E completa:
"Mohamed. Se tu vieres aqui no quadro e escreveres corretamente 'descriminação etnica', também ganhas um ponto".


O então presidente Bush foi visitar uma turma durante a campanha para reeleição. Depois de cumprimentá-lo, a professora abre para que as crianças façam perguntas. O Bob começa:
"Sr. presidente, tenho três perguntas: 1. Por que os EUA invadiu o Iraque?, 2. Por que os EUA não assinam o tratado de Kyoto e 3. O que está acontecendo em Guantanamo?". O sinal bate sem tempo que o presidente responda as perguntas e as crianças vão pro recreio.
Na volta, reinicia-se a sessão de perguntas com o James (era a mesma escola):
"Sr. presidente, trnho cinco perguntas: 1. Por que os EUA invadiu o Iraque?, 2. Por que os EUA não assinam o tratado de Kyoto, 3. O que está acontecendo em Guantanamo?, 4. Por que o sinal bateu vinte minutos antes hoje e 5. ONDE ESTÁ O BOB???"

18 de mai. de 2009

Falta pouco...



Uma pequena homenagem às idealizadoras do blog..

Competências pra vida 2

“Nossa existência é um aprender e crescer contínuos, uma aventura infindável de autodescoberta, de crescimento e desenvolvimento, que nos permite amadurecer com as experiências do passado, vivenciar e aprender o presente, sonhar e construir o futuro.”
KRAUSZ (1999, p179)




Frase de abertura do meu TCC, fiquei com vontade de compartilhar...

A Krausz é brasileira, importante pesquisadora de recursos humanos e é uma das poucas pessoas na área da administração que busca, através de seus estudos e livros, abrir os olhos das pessoas. A sua obra busca ajudar as pessoas a entenderem que as empresas/organizações podem e devem ser lugares mais dignos, satisfatórios, desafiadores e agradáveis de se trabalhar!

Enquanto isso, os holofotes da Administração continuam apontados para lucros, produtividade, eficiência, dinheiro, dinheiro e mais dinheiro..

Deve ser porque quanto mais dinheiro se tem, mais feliz se é... É só olhar para fora e ver o quão genuína é a felicidade dos ricos... hehehehe


Ironias a parte, que bom que existem pessoas como a Krausz na nossa área! O mundo agradece.

Beijos a todos,
Lola

28 de abr. de 2009

Where the Hell is Matt?

Matt, um desenvolvedor de games, estava viajando pela Ásia quando um amigo deu a idéia de gravar uma dança especial que ele faz, na frente de um ponto turístico. A moda pegou, o vídeo ficou popular e a empresa de chicletes "stride gum" se ofereceu para patrocinar um segundo vídeo. Em 2008 Matt terminou o terceiro vídeo, onde convidou todas as pessoas que escreviam emails para ele para dançar junto. Achei o resultado fantástico (beirando o emocionante). O que vocês acham?

Mais infos em http://www.stridegum.com/#/mattsplace/

23 de abr. de 2009

Metade

Durante o findi, prestamos atenção nesta poesia e adoramos a idéia do amor aqui contida. E as outras idéias também. Dediquem um minutinho para ler e pensem nas idéias que o autor desenvolveu.

Metade
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

3 de abr. de 2009

Aqueles 50 metros

Oi criaturas da Confraria de Idéias. Eu me chamo Paulo Ricardo e, na verdade, eu nunca escrevi aqui, apesar de a Lola ter me adicionado a um meio ano (foi mal). Minha omissão se deu, provavelmente, 70% por medo, 10% por falta de saber o que escrever e, os restantes 20%, por causas não-identificadas. Li as postagens anteriores para não distoar muito do foco do pessoal, mas eu realmente não conseguiria falar sobre certos assuntos sem soar óbvio, redundante, egocêntrico e senso-comum. Enfim, vamos ao papo furado.

Hoje, quando estava voltando para casa, vi duas amigas que se encontraram na rua. Elas haviam se olhado já a uma quadra de distância, mais ou menos. Enquanto se aproximavam, deu para perceber que uma delas ficou um pouco embaraçada, sem saber o que fazer com as mãos nem para onde olhar até dar um abraço na amiga. Isso é uma coisa que normalmente acontece com agente, né? Assim, tu avistas um amigo/conhecido/qualquer coisa de longe, vindo na tua direção. Tu, certamente, irás cumprimentá-lo. Porém, até chegar perto do indivíduo, o que fazer?! Eu, normalmente, finjo olhar para o lado, olho alguma coisa no celular, dou um sorriso para a pessoa, olho para o lado de novo, torcendo para que esta tortura acabe logo! A bem pouco tempo atrás, estudei uma síndrome chamada fobia social para a psiquiatria. Ela consiste, basicamente, em medo de ser humilhado pelos outros indivíduos que nos cercam, o que impossibilita o seus "portadores" de realizar certos atos. Não, nem eu, nem tu, temos isso, não te preocupa: as pessoas com essa síndrome são incapazes de comer, de atender um telefonema ou de fazer qualquer coisa em público. O que eu pretendo, ao comentar sobre essa síndrome, é chegar ao ponto que, em graus bem variados (e atenuados), todos temos alguns traços de todas as síndromes psiquiátricas (crença pessoal, não li isso em nenhum lugar), inclusive desta. Bem no fundo, morremos de medo das outras pessoas, do que elas irão pensar sobre nós, se elas podem ou vão, de alguma maneira, nos prejudicar.
Isto fica bem claro durante estes 50 metros que temos que caminhar para chegar até o próximo, mesmo que o nosso "publico" seja apenas outro homo sapiens medroso.

2 de abr. de 2009

International Amnisty

Eu tava separando umas imagens interessantes para pendurar no mural novo (!!) do meu quarto e achei essa. Resolvi compartilha-la.
É uma propaganda da International Amnisty. Eu tenho lá minhas restrições com o conceito de universalidade dos direitos humanos - que é a base desta organização. Mas acho muito importante órgãos não-governamentais preocupados em fazer pressão pública em situações que firam a dignidade humana (por mais relativo que o conceito seja).
Porque o objetivo deles é sensibilizar o maior número de pessoas possíveis para a causa, as propagandas da International Amnisty são geralmente muito criativas e interessantes! Esta é uma das minhas preferidas!




(cliquem nela porque a graça é ver beem grande! :) )

22 de mar. de 2009

Quais são as suas expectativas pessoais?

"Pois é...esta foi uma das perguntas sobre a qual tive que refletir por algum tempo antes de responder, para uma atividade da oficina de planejamento de carreira que estamos tendo na faculdade.

Acredito que, assim como a maioria das pessoas, a minha maior expectatica é ser feliz. Mas o que é felicidade e como alcançá-la? Normalmente eu pensaria que ser feliz é construir uma família unida, ser bem sucedida do meu trabalho, ter uma boa renda mensal para oferecer as melhores condições possíveis aos meus filhos, ter saúde, etc. Entretanto, ultimamente venho pensando que mesmo que esses objetivos sejam bastante interessantes, são também muito audaciosos, e se eu ficar focada apenas na reta final e não pensar no caminho que é preciso ser trilhado para que eu alcance tudo isso, de nada valerão as minhas expectativas e planos; pelo contrário, elas só me causarão angústia, pois eu colocaria esses objetivos em um pedestal e tentaria de tudo para alcançá-los, sem pensar muito no processo.

Portanto, percebi que felicidade para mim é, primeiramente, paz interior, é estar satisfeita comigo mesma, pois estando tranqüila internamente e no caminho que eu acredito ser o certo para mim, os outros objetivos virão com o tempo. Talvez não da maneira exata como eu imaginei, mas virão da maneira que eu estiver preparada."

Eu tinha escrito este post há uns dois dias, mas sabia que faltava algo para publicá-lo, então resolvi esperar um pouco..

Meu irmão, já fazia uns 2 meses, vinha insistentemente me pedindo para assistir um tal documentário chamado Zeitgeist.. só que ele tem DUAS horas de duração! "Meus deus, dai-me paciência". Ok.. ele insistiu tanto que acabei dando o braço a torcer. Terminei te ver o filme agorinha, e vim correndo para cá postar, porque muitas coisas fizeram bastante sentido para mim.

Não vou contar aqui todos os detalhes, até porque são muitos! Mas olha, vale a pena assistir. Esse link aqui apresenta um belo resumo do que se trata ;)

Mas o que me fez pensar muito foi a última parte do documentário, que cita 'o que Bill Hicks costumava dizer antes de terminar os seus shows':

The world is like a ride at an amusement park, and when you choose to go on it, you think it's real, because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and round and round and it has thrills and chills and it's very brightly colored and it's very loud. And it's fun, for a while.

Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: !Is this real? Or is this just a ride?" And other people have remembered, and they come back to us and they say 'Hey! Don't worry, don't be afraid - ever - because... this is just a ride.'

And we kill those people:

Shut him up! We have a lot invested in this ride! Shut him up! Look at my furrows of worry; look at my big bank account, and my family. This has to be real."

It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that - ever notice that? - and we let the demons run amok.
But it doesn't matter, because... it's just a ride, and we can change it any time we want. It's only a choice.


No effort, no work, no job, no savings or money.
Just a choise right now, between fear... and LOVE.

Então fiquei pensando que a gente define todos aqueles grandes objetivos, porque na verdade morremos de medo de ver quem realmente somos.. temos medo, porque se não nos escondemos atrás desses super desafios, o que vai sobrar?? Que sentido terão as nossas vidas?? Então ficamos focados no topo da montanha - geralmente tãoo alta que parece que nunca vamos conseguir chegar lá em cima. Preferimos viver na pressão e angústia de conseguirmos tudo aquilo, ao invés de pensarmos no que "sobra" e curtirmos a viagem.

So... it's just a ride and we can change it any time we want.. se não der certo, não deu. A gente pode mudar =)

A partir do momento que começei a entender um pouquinho isso, me deu um alívio, sabe, porque se eu não conseguir alcançar o objetivo X, eu não vou ser uma pessoa pior =P
Se a gente parar com a idéia de se agarrar nessas "garantias" para a nossa felicidade, acredito que seremos muito mais felizes e viveremos mais leves e desangustiados..

Vocês não acham?

16 de mar. de 2009

Teaser

Olá pessoal, fazia tempo que eu não postava..
Estava divagando hoje cá com meus botões e fiquei com vontade de escrever sobre a vida.

O que vejo, ao observar o modo como a maioria de nós nos portamos diariamente é que estamos sempre correndo para cima e para baixo atrás do emprego ideal, da carreira mais próspera possível, do relacionamento perfeito, de ganhar muito dinheiro e, sinceramente, isso me preocupa muito. Acredito que no fundo não sabemos o que estamos procurando. A maioria das pessoas responde que está procurando ser feliz. Mas será que o emprego dos sonhos dela vai realmente fazê-la feliz? O que tem por trás dele?

Parto do pressuposto de que todos nós somos, querendo ou não, inseguros. Temos questões para resolver conosco, questões sérias e que afetam todas as nossas ambições e estilo de vida. Mas estamos mais preocupados em esconder essas preocupações do que em resolvê-las, sem perceber que o esforço imprimido nessa luta é muito maior do que seria o de simplesmente encará-las. Assim, fugimos. Fugimos diariamente, concentrando-nos em mostrar a todos o quão bem-resolvidos e equilibrados somos, e perdemos muito tempo nisso!

Acontece que esse gap existente entre o que somos de verdade e o que fingimos que somos é exatamente o que nos faz infeliz. Não percebemos, mas quase nunca conseguimos ser nós mesmos. Assim, a maioria das interações que temos com os outros servem para exibir essa pessoa que não somos na verdade. Vocês entendem o tamanho do problema?

A conseqüência é que não estamos ajudando o mundo tanto quanto pensamos pois raramente falamos com outra pessoa realmente pensando nela. Isso torna as nossas interações infinitamente menos construtivas do que poderiam ser.

Vou dar um exemplo: alguém nos pede um conselho. Na maioria das vezes, pensamos o que faríamos nessa situação (ou o que pensamos que seria a coisa certa a fazer) e damos um lindo discurso sobre a forma ideal de resolver esse problema, incluindo exemplos passados que mostram o quão sábios somos pois já passamos por alguma situação semelhante. Mas a pessoa irá absorver de verdade o que falamos? Será que realmente a estamos ajudando? Nesse caso passamos mais tempo nos vangloriando do que realmente adicionando algo de positivo à pessoa.
Há exceções, é claro. Mas quem, sinceramente, nunca fez isso? Pois é, sendo assim, não adianta acharmos que somos pessoas boas só porque nunca fizemos mal a ninguém porque nossas inseguranças muitas vezes nos levam a ter atitudes que estão, de fato, prejudicando outras pessoas, mesmo que sutilmente. Quem ouviu o conselho do que seria ideal fazer e se sentiu mal porque sabe que nunca conseguirá segui-lo (por mais que ele saiba que é certo, simplesmente não o consegue fazer), vai acabar se sentindo mais desmotivado e frustrado consigo. Ou seja, não só o não o ajudamos como também o desmotivamos.

Assim fica o meu desabafo: se queremos ser construtivos conosco e com o mundo, se queremos ser felizes de verdade, primeiramente temos que clarear nossos sentimentos, entender o que se passa de verdade na nossa cabeça. É um caminho por vezes árduo, mas infinitamente mais gratificante do que gastar essa linda vida que Deus nos deu somente tentando escondermo-nos de quem realmente somos.

Sobre o assunto, recomendo o filme excelente: Reine Sobre Mim, com o Adam Sandler.

2 de mar. de 2009

2009

Para começar realmente o ano...

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Geralmente, são felizes à beça, mais do que muito varapau.
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário.
É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. Geralmente, são felizes à beça, mais do que muito varapau.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas.
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera.
O que mais se pode querer?
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Geralmente, são felizes à beça, mais do que muito varapau.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.

(texto de Martha Medeiros, publicado no Jornal Zero Hora/RS em 19/outubro/2008)

23 de jan. de 2009

Novinha em folha

Gente!

Já estou 100% de novo! Segunda -feira aproveitei para dormir a tarde toda depois da aula... nossa, isso me ajudou demais!
Terça também fiquei em casa para quarta estar bem para a Momentos! Como de costume, a festa estava muito boa! Gastei 6 dólares na balada (recorde!!)! haahah A tequila é $3,00 lá! Muito barato!



De tarde tinhamos ido na famosa chinatown! Odiei! hahaha Tudo meio podre e sujo..umas comidas pra vender no meio da rua..bem estranho..parecia o paraguai.. muito obrigada, mas não gostaria de voltar lá! hahah





Ontem fomos para o Maná...todas as quintas tem festa brasileira lá. Os guris até feijoada comeram! As músicas estavam boas, pois deu uma saudadezinha... mas normalmente não é o meu estilo preferido em festa (axé e derivados). Vi o John, Thobi, Renan, Aline e Schua..fazia tempo que a gente não se encontrava..estava com saudades deles =)



E vocês devem estar pensando que os estudos foram pro ar de vez, não é? Que nada! Me puxei demais na prova hoje! *Todas as sextas temos prova de gramática e listening ou reading* Não gabaritei a prova de gramática por 1 questão.. de 61 acertei 60! huhuh E no listening fiquei com 9 de 10 =D (proud of myself)! hahah
Papi e mami sempre diziam que eu podia fazer o que eu quisesse, contanto que não atrapalhasse os meus estudos! Então ta ai! =D
Abaixo segue uma fotinho da minha turma de business english ;)



Hoje tem farewell party das gurias! Daqui a pouco estou indo pra lá e volto cedo, pois amanhã vou esquiar!!!! Iiiiriii! Em homenagem a Lola =***

Beijos para todos!
Quel