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28 de ago. de 2010

Essa tal felicidade

Buscamos felicidade.. fato!
Mas o que é felicidade?
É termos um carro novo, títulos acadêmicos, viagens e histórias para contar, estarmos com tudo "funcionando" da maneira planejada, termos pessoas que nos amem?

É, pode ser que sim. Isso tudo traz alegria, nos completa por alguns momentos. Mas por que volta e meia sentimos um vazio? Mesmo tendo tudo o que supostamente queríamos?

Por que insistimos em voltar aos padrões de sempre, mesmo sabendo que o resultado final não será o melhor possível?
A gente tem sempre uma escolha a fazer, em todos os momentos das nossas vidas. Muitas vezes sabemos, lá no fundo, o melhor a fazer. Mas.. acabamos tomando outro rumo, por vezes.

Que medo mais desgraçado é esse do desconhecido, do arriscado, do aberto, do fluido. Medo de que no final, tudo acabe dando errado mesmo! Porque inevitavelmente, sempre dará, não é mesmo?
Não! Não é!
Sei que não, mas sinto que sim.
E isso me tranca de uma maneira incrível a conseguir fazer aquilo que eu sei e sinto que é o certo.

O ser humano é um animal complexo. E a coisa complica ainda mais quando resolvemos tomar nossas decisões pelo racional.
Para muitos isso vai soar um tanto insano, mas quantas vezes a gente pára pra realmente perceber o que estamos sentindo? Para tentarmos buscar algumas respostas dentro de nós?
Acredito que o mundo seria mais tranquilo se fizéssemos isso com mais frequencia.
A gente estraga tudo tentando racionalizar as coisas! Mas inevitavelmente, acabamos fazendo isso.
Por que, se o que nos move são os sentimentos? Se inevitavelmente nossas decisões serão tomadas com base no nosso emocional? Ficamos nos enganado e perdendo tanto tempo, tentando montar mil estratégias para diminuirmos os riscos e as 'dores'. Ficamos nos iludindo, nos enganado, achando que tudo isso nos trará mais segurança!

Eu sou assim, você é assim, todos somos assim!
Uns mais, outros menos.

E o que nos tranca de buscarmos a tal felicidade, é justamente a obsessão por racionalizarmos tudo, por tentarmos controlar todos os movimentos e acontecimentos da nossa vida, para não sentirmos dor alguma.

Let it flow!

A dor vai vir, inevitavelmente. Mas ela nunca é tão ruim quanto imaginamos. Ela é muito menor do que a alegria e felicidade que sentimos.
Na verdade, a única diferença é o tempo. Quanto mais adiamos tudo isso, mais tempo ficamos agonizando e por mais tempo postergamos a nossa tão almejada felicidade.

No final, o amor sempre vence :)

Beijos e abraços, queridos leitores, amigos e amores.




11 de set. de 2009

Temos, todos que vivemos

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Fernando Pessoa

17 de ago. de 2009

Viver intensamente

É o que eu me proponho a partir de agora.

Ultimamente tenho ficado muito agoniada quando deixo de aproveitar as oportunidades que o universo põe no meu caminho, como a chance de poder falar o quanto uma pessoa é importante para mim, ou mesmo aquelas mais 'bobinhas', aparentemente sem muito significado.

Não quero mais que o medo tome conta de mim a ponto de fazer com que eu não queira me arriscar; tomar certas atitudes ou falar as coisas que eu gostaria.

É.. é difícil, mas quando eu dou esse passo à frente, a sensação é muito gratificante.

God help me on this!

'A vida é feita para se viver'.. cada um, claro, com a sua interpretação do que é esse "viver", mas de qualquer forma, de um jeito que nos traga felicidade.

Por isso, desejo a todos os meus colegas que, muito mais do que sucesso, todos vocês tenham muita felicidade nas escolhas que farão daqui para frente, pois é ela que nos move!

Aproveito para agradecer a todas as pessoas que me acompanharam durante esses 3 anos e meio de faculdade - e também aquelas que foram aparecendo durante esta trajetória - e que tornam a minha vida mais especial.


***Post dedicado àquelas pessoas que fazem a diferença na minha vida ;)

9 de ago. de 2009

Atreva-se!

Por que sentimos tanto medo??? Porqueee???


5 de ago. de 2009

Relacionamentos

Difíceis? Complicados?

.. Gratificantes! Emocionantes! Nos completam, nos fazem crescer.

Sim, tudo isso porque precisamos estar constantemente nos olhando. E putz, como pode incomodar tanto? Por que tanto medo de sentir uma dorzinha? Aff, sabe. O mundo gira, a gente vai e volta, e acaba sempre esbarrando nisso.

"Ai vai doer, ta doendo. O que eu faço? O que eu faço?" POR QUEEEE SENHORRR?? A busca pelo alívio.. aaahh sim, um prazerzinho momentâneo, para ver se essa coisa ruim vai embora logo.

Mas não vim aqui falar sobre medo, e sim sobre relacionamentos. Sério, como é bom ter com quem conversar sobre... tudo! Sobre as coisas mais podres e mais íntimas. Aquelas que a gente pensa "meu deus, só posso ser meio louca", aquelas que dá um friozão na barriga antes de falar.

Transmissão de pensamento. Conexão.

Trocar! Experiências, carinho, medos, confissões.

Doar e receber.

Amor incondicional.

..É um caminho sem fim. E isso é o que torna tudo ainda mais interessante, porque a escolha de aprofundá-los (os nossos relacionamentos) ou deixá-los no estágio em que estão é totalmente nossa. Mas.. deixá-los no estágio em que estão é tão sem graça, porque dai nada muda, nada é novo, tudo vira rotina. Confortável? Eu diria que não, porque o fluxo nos impulsiona à evolução, ao crescimento. Portanto, quando ficamos estacionados ou na "zona de conforto", estamos, na verdade, muitos desconfortáveis, pois internamente estamos lutando a cada dia para que tudo continue na mesma, enquanto que o curso natural das coisas é a mudança.



*** Post dedicado a duas amigas especiais!
Lola: "então tá, a partir de hoje vou pegar pesado" ;)
Poli: "Promessa de dez dedos! Como é que a gente perdeu tanto tempo?"

AMO VOCÊS!!!

28 de jul. de 2009

O nazismo e os pontos de vista

Assisti ontem à a noite "Operação Valquíria".


Em linhas gerais, o filme conta a história do Coronel Claus von Stauffenberg que luta, junto com um grupo de oficiais do exército alemão, para acabar logo com as mortes (eles já preevem que o país vai perder a guerra) e salvar a integridade da Alemanha. Para tanto, precisam matar Hitler, constituir um novo Estado e render-se na guerra.

O filme faz todo o sentido para nós, mais de 50 anos depois do final da guerra. O personagem é mostrado (e é fácil de vê-lo assim) como um soldado destemido e altruísta. Quase um mártir!

Depois ficamos discutindo aqui no apartamento... (roomies night!) Se vivessemos nos tempos do nazismo, nós muito provavelmente seguiríamos as regras do governo. Não temos o perfil revolucionário, pelo contrário. Gostamos da organização e fazemos o possível para mantê-la!

Além do mais, desafiar o sistema - e em especial o Führer em pessoa - significava não somente por sua vida em risco, mas a de todas as pessoas que se ama. Vocês arriscariam a própria vida e a vida da tua mulher e filhos em nome da pátria? Eu, definitivamente, não...

Lembrei de outro excelente filme que assisti esse ano.


Muito resumidamente, "O Leitor" conta a história de uma mulher alemã que acaba trabalhando como funcionária do governo nazista. Posteriormente, é julgada pelos "crimes" que cometeu. Em uma passagem especial, ela é responsável (e recebeu ordens muito claras nesse sentido, advindas de sua superior) por manter algumas pessoas presas numa igreja, que acaba pegando fogo. Quando questionada do motivo por não ter deixado esses presos fugir, ela responde: "mas eles iriam fugir! Meu trabalho era mantê-los presos!".

É fácil de julgar do nosso ponto de vista (pós-guerra, com lavagem-cerebral dos horrores do nazismo, nascidos em um país aliado). Mas se eu tivesse tido a criação da personagem, se eu vivesse na mesma época, se eu tivesse a mesma crença no governo e senso de obedecer as ordens... Não sei se não faria exatamente a mesma coisa.

15 de jul. de 2009

Mess

Aff milanos que não posto nada...

Bom, vou ser breve hoje, sem muitas filosofias. Apenas um desabafo que quero compartilhar.

...Palavra que simboliza o meu ano até então: CONFUSÃO!

A gente vive lendo em artigos de revistas e jornais que as empresas precisam quebrar paradigmas para se manterem competitivas e blablabla... e eu começo a me dar conta de que estamos realmente vivendo em um tempo de mudanças. Tudo o que parecia muito certo para mim até então está se mostrando de maneira diferente. Isso não é ruim, mas causa um desconforto incrível! Cada semana parece um mês, porque a impressão é que estou reaprendendo a viver (?!). Bizarro... medo! Ahhhh!

Muitas coisas toscas e ilógicas começam a fazer um pouco de sentido. E aquelas que pareciam muito certas e óbvias caem no contestamento. Ainda quero me agarrar às minhas antigas certezas..mas isso não funciona por muito tempo =/

Mais alguém?

....

Bom, para finalizar, sei que já postei essa música antes, mas a cada vez que ouço, ela tem um significado diferente. Não canso dela!

o vento

los hermanos

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!


5 de jul. de 2009

Cê ta pensando que eu sou Lóki bicho?

Domingo passado fui assistir, no Santander Cultural, o documentário do Canal Brasil sobre a Vida de Arnaldo Baptista, fundador dos Mutantes. Na verdade confesso que conheço pouco do grupo - e não demorou muito para eu ter certeza de que devo conhecer mais. Logo!

A história do Arnaldo é interessantíssima e me fez pensar em várias coisas. Em primeiro lugar, certo que o cara era/é um gênio musical! Ele criou músicas que mesclavam a MPB e o rock-com-apenas-três-notas que predominava na época. Aos 20 anos, líder dos Mutantes (com o irmão Sérgio Dias e a Rita Lee), foi um dos principais responsáveis pelo surgimento do movimento tropicalista, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé. Mas, apesar de toda genialidade, o cara não resistiu às drogas (principalmente LSD). Além disso, a vida pessoal foi complicadíssima, culminando com diversas internações em hospícios e uma tentativa de suicídio. Aí eu me pergunto: será que é inerente à condição de genialidade uma certa dificuldade de lidar com as coisas diárias e reais? Eu fico pensando em outros gênios e também me vem à mente vidas caóticas. Além disso, será que o cara era louco mesmo ou a gente que ainda não é/era capaz de entendê-lo? (será que todos que estão no hospício são loucos de verdade?) E mais, o quão diferente teria sido a vida do Arnaldo se não houvessem as drogas no caminho?

Fiquei imaginando, também, a pressão que um cara desses - gênio - não deve ter para continuar compondo coisas maravilhosas, e ao mesmo tempo continuar se divertido em fazer música, continuar fazendo diversos shows e sempre entreter o público, etc. É... Ser gênio deve ser mesmo uma vida fácil... Ou feliz. Se bem que deve ter quem saiba lidar com essa pressão, não? No momento não me ocorre ninguém... Mas tem que ter.

Outra coisa que chama a atenção são os dois amores da vida dele. O primeiro, pela Rita Lee. Parece uma coisa tão inocente, bonita. Seria um típico primeiro amor? E também parece claro que o declínio dos Mutantes está profundamente relacionado ao declínio do relacionamento entre os dois. Eles se divorciam e ela deixa o grupo. Alega que estava sendo escanteanda nas composições musicais. Eles negam, dizem que foi uma decisão dela. É engraçado que o documentário começou a ser feito em 2004 e só foi terminado em 2008. Durante todo esse tempo foram gravados depoimentos de diversos artistas: Tom Zé, Lobão, Liminha, Lucinha Barbosa (mulher de Arnaldo) e Sean Lennon (filho do ex-beatle e fã dos Mutantes). Mas a Rita Lee não quis aparecer. Limitou-se a conceder o direito de uso da sua imagem. Da mesma forma, quando os Mutantes se reuniram novamente em 2006, Rita Lee não topa participar e entra a Zelia Duncan em seu lugar. A pergunta que fica é: o que de tão grave aconteceu, para justificar o silêncio da Rita? A gente passou horas criando teorias, mas não conseguimos chegar em nada convincente...

Depois do "acidente", no qual o Arnaldo se joga do quarto andar de um hospital, como ele próprio diz, "acordou nos braços da Lucinha". Ela já conhecia anteriormente o músico e se comoveu com a situação, estando presente nos quatro meses em que ele permaneceu em coma e em toda a recuperação. O documentário passa a idéia de que ela resolveu viver a vida para ajudar o Arnaldo. Dedicação total. Ela ajuda ele o tempo todo, vai junto até a subida do palco e recebe ele depois dos shows. Passa até uma sensação de obsessão. Por outro lado, se diz feliz. Assim como ele. Será que é saudável um relacionamento onde ambos se dizem felizes pelo simples fato de existir a felicidade? Mas não é isso tudo o que buscamos, afinal de contas? Saí do filme achando que não. Continuo achando que duas laranjas que resolvem ficar juntas é muito mais saudável do que meias laranjas. Ainda que sejam duas meias laranjas aparentemente felizes...

Bom, não preciso dizer que adorei o documentário, ?! E a trilha sonora, como não poderia deixar de ser, é fantástica. Recomendo a todos!


18 de mai. de 2009

Competências pra vida 2

“Nossa existência é um aprender e crescer contínuos, uma aventura infindável de autodescoberta, de crescimento e desenvolvimento, que nos permite amadurecer com as experiências do passado, vivenciar e aprender o presente, sonhar e construir o futuro.”
KRAUSZ (1999, p179)




Frase de abertura do meu TCC, fiquei com vontade de compartilhar...

A Krausz é brasileira, importante pesquisadora de recursos humanos e é uma das poucas pessoas na área da administração que busca, através de seus estudos e livros, abrir os olhos das pessoas. A sua obra busca ajudar as pessoas a entenderem que as empresas/organizações podem e devem ser lugares mais dignos, satisfatórios, desafiadores e agradáveis de se trabalhar!

Enquanto isso, os holofotes da Administração continuam apontados para lucros, produtividade, eficiência, dinheiro, dinheiro e mais dinheiro..

Deve ser porque quanto mais dinheiro se tem, mais feliz se é... É só olhar para fora e ver o quão genuína é a felicidade dos ricos... hehehehe


Ironias a parte, que bom que existem pessoas como a Krausz na nossa área! O mundo agradece.

Beijos a todos,
Lola

3 de abr. de 2009

Aqueles 50 metros

Oi criaturas da Confraria de Idéias. Eu me chamo Paulo Ricardo e, na verdade, eu nunca escrevi aqui, apesar de a Lola ter me adicionado a um meio ano (foi mal). Minha omissão se deu, provavelmente, 70% por medo, 10% por falta de saber o que escrever e, os restantes 20%, por causas não-identificadas. Li as postagens anteriores para não distoar muito do foco do pessoal, mas eu realmente não conseguiria falar sobre certos assuntos sem soar óbvio, redundante, egocêntrico e senso-comum. Enfim, vamos ao papo furado.

Hoje, quando estava voltando para casa, vi duas amigas que se encontraram na rua. Elas haviam se olhado já a uma quadra de distância, mais ou menos. Enquanto se aproximavam, deu para perceber que uma delas ficou um pouco embaraçada, sem saber o que fazer com as mãos nem para onde olhar até dar um abraço na amiga. Isso é uma coisa que normalmente acontece com agente, né? Assim, tu avistas um amigo/conhecido/qualquer coisa de longe, vindo na tua direção. Tu, certamente, irás cumprimentá-lo. Porém, até chegar perto do indivíduo, o que fazer?! Eu, normalmente, finjo olhar para o lado, olho alguma coisa no celular, dou um sorriso para a pessoa, olho para o lado de novo, torcendo para que esta tortura acabe logo! A bem pouco tempo atrás, estudei uma síndrome chamada fobia social para a psiquiatria. Ela consiste, basicamente, em medo de ser humilhado pelos outros indivíduos que nos cercam, o que impossibilita o seus "portadores" de realizar certos atos. Não, nem eu, nem tu, temos isso, não te preocupa: as pessoas com essa síndrome são incapazes de comer, de atender um telefonema ou de fazer qualquer coisa em público. O que eu pretendo, ao comentar sobre essa síndrome, é chegar ao ponto que, em graus bem variados (e atenuados), todos temos alguns traços de todas as síndromes psiquiátricas (crença pessoal, não li isso em nenhum lugar), inclusive desta. Bem no fundo, morremos de medo das outras pessoas, do que elas irão pensar sobre nós, se elas podem ou vão, de alguma maneira, nos prejudicar.
Isto fica bem claro durante estes 50 metros que temos que caminhar para chegar até o próximo, mesmo que o nosso "publico" seja apenas outro homo sapiens medroso.

22 de mar. de 2009

Quais são as suas expectativas pessoais?

"Pois é...esta foi uma das perguntas sobre a qual tive que refletir por algum tempo antes de responder, para uma atividade da oficina de planejamento de carreira que estamos tendo na faculdade.

Acredito que, assim como a maioria das pessoas, a minha maior expectatica é ser feliz. Mas o que é felicidade e como alcançá-la? Normalmente eu pensaria que ser feliz é construir uma família unida, ser bem sucedida do meu trabalho, ter uma boa renda mensal para oferecer as melhores condições possíveis aos meus filhos, ter saúde, etc. Entretanto, ultimamente venho pensando que mesmo que esses objetivos sejam bastante interessantes, são também muito audaciosos, e se eu ficar focada apenas na reta final e não pensar no caminho que é preciso ser trilhado para que eu alcance tudo isso, de nada valerão as minhas expectativas e planos; pelo contrário, elas só me causarão angústia, pois eu colocaria esses objetivos em um pedestal e tentaria de tudo para alcançá-los, sem pensar muito no processo.

Portanto, percebi que felicidade para mim é, primeiramente, paz interior, é estar satisfeita comigo mesma, pois estando tranqüila internamente e no caminho que eu acredito ser o certo para mim, os outros objetivos virão com o tempo. Talvez não da maneira exata como eu imaginei, mas virão da maneira que eu estiver preparada."

Eu tinha escrito este post há uns dois dias, mas sabia que faltava algo para publicá-lo, então resolvi esperar um pouco..

Meu irmão, já fazia uns 2 meses, vinha insistentemente me pedindo para assistir um tal documentário chamado Zeitgeist.. só que ele tem DUAS horas de duração! "Meus deus, dai-me paciência". Ok.. ele insistiu tanto que acabei dando o braço a torcer. Terminei te ver o filme agorinha, e vim correndo para cá postar, porque muitas coisas fizeram bastante sentido para mim.

Não vou contar aqui todos os detalhes, até porque são muitos! Mas olha, vale a pena assistir. Esse link aqui apresenta um belo resumo do que se trata ;)

Mas o que me fez pensar muito foi a última parte do documentário, que cita 'o que Bill Hicks costumava dizer antes de terminar os seus shows':

The world is like a ride at an amusement park, and when you choose to go on it, you think it's real, because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and round and round and it has thrills and chills and it's very brightly colored and it's very loud. And it's fun, for a while.

Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: !Is this real? Or is this just a ride?" And other people have remembered, and they come back to us and they say 'Hey! Don't worry, don't be afraid - ever - because... this is just a ride.'

And we kill those people:

Shut him up! We have a lot invested in this ride! Shut him up! Look at my furrows of worry; look at my big bank account, and my family. This has to be real."

It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that - ever notice that? - and we let the demons run amok.
But it doesn't matter, because... it's just a ride, and we can change it any time we want. It's only a choice.


No effort, no work, no job, no savings or money.
Just a choise right now, between fear... and LOVE.

Então fiquei pensando que a gente define todos aqueles grandes objetivos, porque na verdade morremos de medo de ver quem realmente somos.. temos medo, porque se não nos escondemos atrás desses super desafios, o que vai sobrar?? Que sentido terão as nossas vidas?? Então ficamos focados no topo da montanha - geralmente tãoo alta que parece que nunca vamos conseguir chegar lá em cima. Preferimos viver na pressão e angústia de conseguirmos tudo aquilo, ao invés de pensarmos no que "sobra" e curtirmos a viagem.

So... it's just a ride and we can change it any time we want.. se não der certo, não deu. A gente pode mudar =)

A partir do momento que começei a entender um pouquinho isso, me deu um alívio, sabe, porque se eu não conseguir alcançar o objetivo X, eu não vou ser uma pessoa pior =P
Se a gente parar com a idéia de se agarrar nessas "garantias" para a nossa felicidade, acredito que seremos muito mais felizes e viveremos mais leves e desangustiados..

Vocês não acham?

16 de mar. de 2009

Teaser

Olá pessoal, fazia tempo que eu não postava..
Estava divagando hoje cá com meus botões e fiquei com vontade de escrever sobre a vida.

O que vejo, ao observar o modo como a maioria de nós nos portamos diariamente é que estamos sempre correndo para cima e para baixo atrás do emprego ideal, da carreira mais próspera possível, do relacionamento perfeito, de ganhar muito dinheiro e, sinceramente, isso me preocupa muito. Acredito que no fundo não sabemos o que estamos procurando. A maioria das pessoas responde que está procurando ser feliz. Mas será que o emprego dos sonhos dela vai realmente fazê-la feliz? O que tem por trás dele?

Parto do pressuposto de que todos nós somos, querendo ou não, inseguros. Temos questões para resolver conosco, questões sérias e que afetam todas as nossas ambições e estilo de vida. Mas estamos mais preocupados em esconder essas preocupações do que em resolvê-las, sem perceber que o esforço imprimido nessa luta é muito maior do que seria o de simplesmente encará-las. Assim, fugimos. Fugimos diariamente, concentrando-nos em mostrar a todos o quão bem-resolvidos e equilibrados somos, e perdemos muito tempo nisso!

Acontece que esse gap existente entre o que somos de verdade e o que fingimos que somos é exatamente o que nos faz infeliz. Não percebemos, mas quase nunca conseguimos ser nós mesmos. Assim, a maioria das interações que temos com os outros servem para exibir essa pessoa que não somos na verdade. Vocês entendem o tamanho do problema?

A conseqüência é que não estamos ajudando o mundo tanto quanto pensamos pois raramente falamos com outra pessoa realmente pensando nela. Isso torna as nossas interações infinitamente menos construtivas do que poderiam ser.

Vou dar um exemplo: alguém nos pede um conselho. Na maioria das vezes, pensamos o que faríamos nessa situação (ou o que pensamos que seria a coisa certa a fazer) e damos um lindo discurso sobre a forma ideal de resolver esse problema, incluindo exemplos passados que mostram o quão sábios somos pois já passamos por alguma situação semelhante. Mas a pessoa irá absorver de verdade o que falamos? Será que realmente a estamos ajudando? Nesse caso passamos mais tempo nos vangloriando do que realmente adicionando algo de positivo à pessoa.
Há exceções, é claro. Mas quem, sinceramente, nunca fez isso? Pois é, sendo assim, não adianta acharmos que somos pessoas boas só porque nunca fizemos mal a ninguém porque nossas inseguranças muitas vezes nos levam a ter atitudes que estão, de fato, prejudicando outras pessoas, mesmo que sutilmente. Quem ouviu o conselho do que seria ideal fazer e se sentiu mal porque sabe que nunca conseguirá segui-lo (por mais que ele saiba que é certo, simplesmente não o consegue fazer), vai acabar se sentindo mais desmotivado e frustrado consigo. Ou seja, não só o não o ajudamos como também o desmotivamos.

Assim fica o meu desabafo: se queremos ser construtivos conosco e com o mundo, se queremos ser felizes de verdade, primeiramente temos que clarear nossos sentimentos, entender o que se passa de verdade na nossa cabeça. É um caminho por vezes árduo, mas infinitamente mais gratificante do que gastar essa linda vida que Deus nos deu somente tentando escondermo-nos de quem realmente somos.

Sobre o assunto, recomendo o filme excelente: Reine Sobre Mim, com o Adam Sandler.

11 de nov. de 2008

Competências para a vida..

Estou fazendo o meu TCC na faculdade sobre competências duráveis e vou apresentá-las neste final de semana para a AFS - organização de intercâmbios para a qual eu trabalho. A apresentação ficou legal e por isso resolvi compartilhá-la com vocês. Boa semana a todos!

Competências Duráveis são o um conjunto de capacidades, conhecimentos, aptidões e experiências que proporcionam às pessoas uma estabilidade e equilíbrio internos para lidar com adversidades da vida.


1. AUTO-CONHECIMENTO

“Conhecer a si mesmo é um projeto de vida. Implica reflexão, introspecção e empenho para definir claramente nossa trajetória de vida. Inclui, ainda, o desafio do comprometimento consigo mesmo a respeito de objetivos e metas pessoais”



2. COMPETÊNCIA INTERPESSOAL


“ É a capacidade de interagir de forma construtiva com as pessoas, transmitindo de forma eficaz e adequada nossas idéias, sentimentos, opiniões. Também é a capacidade de observar a reação de nossos interlocutores e utilizá-la como feedback para verificar se a mensagem foi fielmente transmitida e captada. Competência interpessoal é saber lidar com conflitos”


3. SENSIBILIDADE E INTUIÇÃO

“Sensibilidade e Intuição são recursos importantes que dispomos para captar o que acontece à nossa volta, mas que tendem a ser sub-utilizados por terem sido tradicionalmente desencorajados pelos processos educacionais a que fomos submetidos”


4. CONECTIVIDADE


“Entendemos por conectividade a capacidade de criar redes de relacionamento, engajar pessoas em objetivos comuns, estabelecer vínculos duradouros e autênticos com uma ampla gama de pessoas, formar parcerias, alianças e fazer contatos diversificados.”



5. Versatilidade/Adaptabilidade



“É a capacidade de ajustamento rápido a diferentes cenários e situações. É saber perceber e reagir prontamente às mudanças do mundo.”




6. Capacidade de Negociação e Administração de Conflitos

“Negociar é administrar as diferenças de interesses, encontrar semelhanças e aspectos convergentes em situações aparentemente divergentes. Negociar é ouvir e fazer-se ouvir, é saber reformular posicionamentos, analisar um acontecimento, uma situação ou um impasse através de diferentes prismas."


7.Abertura e disposição para aprender e reconstruir experiências

“Ser um eterno aprendiz é deixar-se surpreender pelo novo, pelas descobertas e constatações, é reconhecer que sempre é possível aprender mais. Trata-se de uma postura de humildade através da qual reconhecemos nossas limitações a respeito do saber, no seu sentido mais amplo, e permanecemos abertos ao crescimento e desenvolvimento de nossas potencialidades”

7 de nov. de 2008

O porquê do Caos (parte 2)

Achei a continuação do video!

É DEMAIS!!!


6 de nov. de 2008

O porquê do Caos

Oi pessoal!

Repasso para vocês uma mensagem que minha mãe recebeu da Lisi.

É muito, mas muito legal.Sugiro que vocês ouçam-na com atenção, vale a pena.

O vídeo é uma palestra de Robert Happé, um filósofo holandês de 65 anos que viajou muito pelo mundo todo. Só no Oriente ele morou 14 anos. Com sua experiência, totalmente desvinculada de organizações religiosas, seitas, cultos ou outros grupos, ele traz uma bela mensagem sobre o porquê do caos no mundo de hoje.Robert também é o autor do livro 'CONCIÊNCIA É A RESPOSTA'. Fiquei louca para ler!

Boa semana a todos,
Lola

22 de set. de 2008

Será que ninguém vê q os recursos vão acabar um dia??

Li esse artigo num blog e achei interessante para pensarmos sobre o futuro...afinal todos fazemos parte do que está acontecendo no mundo!

O Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) considerou insuficientes as informações dadas pelas três maiores redes varejistas do país – Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart – a respeito da origem da carne bovina vendida nestes estabelecimentos.

Por André Trigueiro

Através das respostas enviadas ao Instituto, chegou-se à conclusão de que os supermercados não dispõem hoje de meios seguros e isentos para aferir se a produção de carne causa desmatamento ou explora mão-de-obra escrava ou infantil.

A rastreabilidade da carne é condição fundamental para a redução do desmatamento em uma região onde, de acordo com o IBGE, a população de bois dobrou nos últimos 10 anos, alcançando a marca de 73 milhões de cabeças de gado (três vezes superior à população de brasileiros que vivem na área da Amazônia Legal). Um terço da carne hoje exportada pelo Brasil tem origem na Amazônia.

Considerando que 18% da maior floresta tropical úmida do mundo já foram destruídos, e que a derrubada de árvores na Amazônia para a abertura de novos pastos responde por 80% dessa devastação, o consumidor de carne torna-se, na prática, um avalista dessa tragédia ambiental. A inexistência de carne certificada inviabiliza qualquer tentativa de privilegiar os segmentos do mercado que atuam na legalidade em toda a cadeia produtiva. Os bons pecuaristas têm a reputação abalada pela impunidade dos que atuam na clandestinidade, e tornam-se competitivos apenas porque não recolhem impostos.

Para piorar a situação, a construção de frigoríficos em áreas de floresta vem sendo financiada por bancos oficiais e privados sem qualquer estudo prévio que possa revelar com clareza os impactos ambientais causados pela aplicação desses recursos. Segundo o relatório produzido pela organização não-governamental Amigos da Terra (“O reino do gado – uma nova fase na Pecuarização da Amazônia Brasileira”), “a proliferação de abatedouros, assim como a compra de muitos deles por grandes grupos que os ampliam e equipam, é financiada principalmente com apoio financeiro do BNDES, e em certa medida de bancos multilaterais como o IFC (grupo ligado ao Banco Mundial) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e de bancos comerciais, entre os quais Itaú, Banco do Brasil e Bradesco”.

O que deveria valer para a carne é igualmente importante para os mercados de soja e de madeira. A moratória da soja – renovada recentemente – assegura aos importadores europeus o fornecimento de grãos plantados em áreas onde não houve desmatamentos recentes (de 2006 para cá). Por que não ampliar essa exigência para o mercado interno?

No mercado madeireiro, o exemplo também poderia vir de cima. Toda a madeira bruta ou processada comprada pelos governos (federal, estaduais e municipais) deveria ser certificada, priorizando-se nas licitações públicas os fornecedores que seguem à risca os planos de manejo.

A certificação não está imune à fraude, e qualquer movimento nesta direção demandará novos esforços de fiscalização e controle. Mas é muito bem-vindo o compromisso do Ministério do Meio Ambiente de mobilizar os esforços necessários para identificar a origem desses produtos e dividir com o consumidor a tarefa de proteger a floresta.

A rigor, quando a certificação obtida por meios confiáveis é entendida como algo elementar e referencial nas relações comerciais, todo e qualquer produto ou serviço – não apenas os da Amazônia – são passíveis de algum selo que ateste o cumprimento desse check-list socioambiental. Imóveis, veículos, roupas, eletrodomésticos, tudo o que demanda uso de mão-de-obra, matéria-prima e energia, merece algum tipo de certificação. Entramos no século XXI experimentando uma crise ambiental sem precedentes, com direito à exploração de crianças e escravos em linhas de montagem abomináveis. Quem compra o resultado dessa lógica perversa é responsável por isso.

A sociedade de consumo possui ferramentas sofisticadas e inteligentes de promover ajustes no mercado em favor da sustentabilidade. A disposição dos consumidores em comprar produtos e serviços sustentáveis já foi amplamente confirmada por pesquisas no Brasil, repetindo um fenômeno que já se consolidou na maioria dos países desenvolvidos. Entender o consumo como um ato político é um sinal de maturidade civilizatória, de respeito à vida e ao próximo.

André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro “Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação” (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003).


15 de set. de 2008

As contrações...

Ontem a noite tive uma conversa muito interessante com o meu querido tio Sérgio. Como de praxe, o resultado da troca entre um cientista e uma defensora de teorias nem sempre cientificamente aceitas, foi muito interessante..

Começamos falando de música. Refletimos que a beleza das músicas não está na melodia contínua, mas sim em suas contrações, em seus seus semi-tons. Para os mais leigos, é só pensar no Hino Nacional, ou então em uma música qualquer de Tom Jobim e teremos inúmeros exemplos de semi-tons. Aliás, a MPB utiliza muito esse recurso para criar um clima de tensão e uma espera pela resolução. Por isso que as músicas pop-pastelão que tocam nas rádios tendem a não durar mais do que uma temporada, saindo do hall da fama para o esquecimento quase completo em poucos meses. Elas não têm nenhuma beleza concreta, nenhum toque especial, nada marcante, nada que ultrapasse o tempo...

Fizemos, então, um paralelo com a vida: o ser humano está em uma busca constante por estabilidade e tranquilidade, que, muitas vezes, se confunde com um não-sentir. Não gostamos dos problemas e fugimos deles fingindo que eles não existem. Essa frase pode ser contraditória pois qualquer pessoa tem uma lista gigante deles na ponta da língua.. E provavelmente ela será a grande coitada da maioria de suas histórias..

O problema é que os fatos citados provavelmente serão referentes ao dia-a-dia da pessoa: o chefe que não o entende, a mãe ou a sogra que não o deixa em paz, o mercado que insiste em desfavorecer o seu negócio, os clientes que estão cada vez menos fiéis, o governo, os políticos e por aí vai.. Acontece que utilizamos estes pequenos conflitos como fuga para os problemas maiores, os existenciais. Esse tipo de vida é como uma música pop-pastelão, pois ela não tem profundidade, não tem reflexão e, conseqüentemente, não tem beleza alguma...

Assim, concluímos que devemos levar mais a sério as contrações que a vida nos proporciona. A dor, a doença, a culpa, etc. são sentimentos que precisam ser melhor entendidos, explorados e respeitados, não ignorados. Fingir que está tudo bem o tempo todo causa uma grande agonia interna, pois fazendo isto estamos reprimindo um impulso natural que temos pelo crescimento. As contrações existem para que possamos aprender e sem elas a vida não tem sentido algum!

Uma boa semana de aprendizados a todos. Lola =)

31 de ago. de 2008

Um Bom domingo..

Hoje foi um bom domingo.. Para almoçar e depois pegar um sol, para tomar chimarrão, para ler blogs legais, para caminhar.. MENOS PARA OLHAR O JOGO DO INTER (deprimente...). Ok, desculpe, foi só um desabafo da indignação que tenho sentido pelo meu time nos últimos tempos. É mais ou menos a mesma coisa que sinto pela seleção brasileira de futebol, falta vontade, falta raça, falta tanta coisa..

E o que mais me indigna é que estes atletas ganham rios e rios de dinheiro enquanto o pessoal da ginástica olímpica, do judo, natação, etc, só ganham algum foco na olimpíada. E o brasileiro reclama muito mais deles do que dos times de futebol, sendo que eles não ganham nenhuma atenção da nação nos outros 4 anos entre uma olimpíada e outra. Vergonhoso!

Sobre o assunto, recomendo o segundo post deste blog, sobre o César Cielo: http://www.interney.net/blogs/inagaki/

Vale a pena!

Beijos, Lola

27 de ago. de 2008

Ler ler ler

Ah pois é...
Ando sem inspiração para escrever ultimamente, mas queria contribuir com o meu limão, mesmo que dele ainda não saia muito suco ;)

Estava aqui pensando "o que vou postar no blog?". Comecei a olhar para o meu quarto esperando que alguma idéia brilhante surgisse, quando me deparei com uma estante cheia de livros à minha esquerda. Passei os olhos por cada título; os mais variados, desde assuntos sobre administração até os mais leves, como Harry Potter.

Em seguida, olho para a direita, e em cima da cabeceira da minha cama, mais alguns livros. Então começei a me perguntar quantos desses eu já havia terminado de ler. Não sei, mas com certeza menos de um terço. Pra que tanto livro? Talvez para o meu ego, para eu me sentir mais confortável e achar que estou fazendo alguma coisa a mais. Aqueles livros à direita me incomodam em especial, pois eles são as "pendências" e ficam olhando para mim dizendo "LEIA-ME! LEIA-ME!".

Ahrg! CHEGA! A partir de hoje vou acabar com essa palhaçada. A quantidade de livros que eu li não vai me tornar uma pessoa melhor ou mais sábia. Neste mundo de tantas informações não interessa quantos jornais, revistas e livros lemos, e sim o que conseguimos extrair de tudo isso. São as pequenas coisas que fazem a diferença "no contexto maior" (usando as palavras da Lola), e não as metas imaginárias que colocamos para nós mesmos.

Uma manhã especial

Hoje acordei e quando olhei pra fora da janela, a cidade estava coberta por espessa névoa. O engraçado foi que a névoa chegava somente até uns dois andares abaixo do meu apartamento, dando a impressão de que eu estava no céu...

Bom, como a maioria das pessoas que me conhecem sabe, minha família está passando por um momento delicado, pois temos uma prima querida no hospital. Essas coisas de saúde têm um poder incrível sobre a gente.. Nada consegue nos afetar tanto quanto isso.. Mas no meio do mais seco deserto às vezes nasce uma flor, delicada, porém forte, pois nasceu em meio a uma situação extrema.

Essa flor que está nascendo na nossa família é a união verdadeira. Claro que já eramos unidos antes, mas não como agora, e um dos motivos pra tanto é que todos pararam pra pensar em suas próprias vidas.. O que tem a ver uma coisa com a outra? Estava mesmo discutindo o assunto ontem com a minha mãe, e chegamos a uma conclusão: não existe amor pelos outros sem amor-próprio. Nós amamos os outros na mesma proporção que nos amamos, nem mais, nem menos. Assim minha grande família (incluindo tios, tias, primos, etc) está aprendendo a se amar mais através do auto-conhecimento, da reflexão e de horas de conversa sobre assuntos que antes só vinham à mesa em poucos momentos..

Mas não é uma coisa fácil, esse amor próprio.. Na verdade, ele é mais fácil e, ao mesmo tempo, mais difícil de se conquistar do que se pensa. Isto porque o procuramos nos lugares errados e, ao não acharmos, nos decepcionamos perdendo ainda mais a fé em nós mesmos. Mas assim como a flor que possui um impulso natural por sobrevivência, também nós possuímos um impulso natural pela evolução da alma. O problema é que não o ouvimos no nosso dia-a-dia, distraindo-nos com tantas outras coisas que não têm a menor importância em um contexto maior. Assim, quando a vida nos proporciona as lições mais difíceis, que também são aquelas que mais nos ensinam, temos que ter disciplina para ouvir a lição, e não fugir dela, pois há beleza até nos desertos mais secos e aparentemente sem vida.

É por isso tudo que eu valorizo manhãs como a de hoje, que nos trazem lucidez em meio a nossa vida corrida e nos fazem lembrar das coisas que realmente importam...

Dedicado a minha família e em especial a minha prima querida, Lisi.