28 de ago. de 2010
Essa tal felicidade
11 de set. de 2009
Temos, todos que vivemos
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Fernando Pessoa
17 de ago. de 2009
Viver intensamente
9 de ago. de 2009
5 de ago. de 2009
Relacionamentos
28 de jul. de 2009
O nazismo e os pontos de vista


15 de jul. de 2009
Mess
o vento
los hermanos
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!
5 de jul. de 2009
Cê ta pensando que eu sou Lóki bicho?

18 de mai. de 2009
Competências pra vida 2
Frase de abertura do meu TCC, fiquei com vontade de compartilhar...
A Krausz é brasileira, importante pesquisadora de recursos humanos e é uma das poucas pessoas na área da administração que busca, através de seus estudos e livros, abrir os olhos das pessoas. A sua obra busca ajudar as pessoas a entenderem que as empresas/organizações podem e devem ser lugares mais dignos, satisfatórios, desafiadores e agradáveis de se trabalhar!
Enquanto isso, os holofotes da Administração continuam apontados para lucros, produtividade, eficiência, dinheiro, dinheiro e mais dinheiro..
Deve ser porque quanto mais dinheiro se tem, mais feliz se é... É só olhar para fora e ver o quão genuína é a felicidade dos ricos... hehehehe
Ironias a parte, que bom que existem pessoas como a Krausz na nossa área! O mundo agradece.
Beijos a todos,
Lola
3 de abr. de 2009
Aqueles 50 metros
Hoje, quando estava voltando para casa, vi duas amigas que se encontraram na rua. Elas haviam se olhado já a uma quadra de distância, mais ou menos. Enquanto se aproximavam, deu para perceber que uma delas ficou um pouco embaraçada, sem saber o que fazer com as mãos nem para onde olhar até dar um abraço na amiga. Isso é uma coisa que normalmente acontece com agente, né? Assim, tu avistas um amigo/conhecido/qualquer coisa de longe, vindo na tua direção. Tu, certamente, irás cumprimentá-lo. Porém, até chegar perto do indivíduo, o que fazer?! Eu, normalmente, finjo olhar para o lado, olho alguma coisa no celular, dou um sorriso para a pessoa, olho para o lado de novo, torcendo para que esta tortura acabe logo! A bem pouco tempo atrás, estudei uma síndrome chamada fobia social para a psiquiatria. Ela consiste, basicamente, em medo de ser humilhado pelos outros indivíduos que nos cercam, o que impossibilita o seus "portadores" de realizar certos atos. Não, nem eu, nem tu, temos isso, não te preocupa: as pessoas com essa síndrome são incapazes de comer, de atender um telefonema ou de fazer qualquer coisa em público. O que eu pretendo, ao comentar sobre essa síndrome, é chegar ao ponto que, em graus bem variados (e atenuados), todos temos alguns traços de todas as síndromes psiquiátricas (crença pessoal, não li isso em nenhum lugar), inclusive desta. Bem no fundo, morremos de medo das outras pessoas, do que elas irão pensar sobre nós, se elas podem ou vão, de alguma maneira, nos prejudicar.
Isto fica bem claro durante estes 50 metros que temos que caminhar para chegar até o próximo, mesmo que o nosso "publico" seja apenas outro homo sapiens medroso.
22 de mar. de 2009
Quais são as suas expectativas pessoais?
Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: !Is this real? Or is this just a ride?" And other people have remembered, and they come back to us and they say 'Hey! Don't worry, don't be afraid - ever - because... this is just a ride.'
And we kill those people:
Shut him up! We have a lot invested in this ride! Shut him up! Look at my furrows of worry; look at my big bank account, and my family. This has to be real."
It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that - ever notice that? - and we let the demons run amok.
But it doesn't matter, because... it's just a ride, and we can change it any time we want. It's only a choice.
16 de mar. de 2009
Teaser
Estava divagando hoje cá com meus botões e fiquei com vontade de escrever sobre a vida.
O que vejo, ao observar o modo como a maioria de nós nos portamos diariamente é que estamos sempre correndo para cima e para baixo atrás do emprego ideal, da carreira mais próspera possível, do relacionamento perfeito, de ganhar muito dinheiro e, sinceramente, isso me preocupa muito. Acredito que no fundo não sabemos o que estamos procurando. A maioria das pessoas responde que está procurando ser feliz. Mas será que o emprego dos sonhos dela vai realmente fazê-la feliz? O que tem por trás dele?
Parto do pressuposto de que todos nós somos, querendo ou não, inseguros. Temos questões para resolver conosco, questões sérias e que afetam todas as nossas ambições e estilo de vida. Mas estamos mais preocupados em esconder essas preocupações do que em resolvê-las, sem perceber que o esforço imprimido nessa luta é muito maior do que seria o de simplesmente encará-las. Assim, fugimos. Fugimos diariamente, concentrando-nos em mostrar a todos o quão bem-resolvidos e equilibrados somos, e perdemos muito tempo nisso!
Acontece que esse gap existente entre o que somos de verdade e o que fingimos que somos é exatamente o que nos faz infeliz. Não percebemos, mas quase nunca conseguimos ser nós mesmos. Assim, a maioria das interações que temos com os outros servem para exibir essa pessoa que não somos na verdade. Vocês entendem o tamanho do problema?
A conseqüência é que não estamos ajudando o mundo tanto quanto pensamos pois raramente falamos com outra pessoa realmente pensando nela. Isso torna as nossas interações infinitamente menos construtivas do que poderiam ser.
Vou dar um exemplo: alguém nos pede um conselho. Na maioria das vezes, pensamos o que faríamos nessa situação (ou o que pensamos que seria a coisa certa a fazer) e damos um lindo discurso sobre a forma ideal de resolver esse problema, incluindo exemplos passados que mostram o quão sábios somos pois já passamos por alguma situação semelhante. Mas a pessoa irá absorver de verdade o que falamos? Será que realmente a estamos ajudando? Nesse caso passamos mais tempo nos vangloriando do que realmente adicionando algo de positivo à pessoa.
Há exceções, é claro. Mas quem, sinceramente, nunca fez isso? Pois é, sendo assim, não adianta acharmos que somos pessoas boas só porque nunca fizemos mal a ninguém porque nossas inseguranças muitas vezes nos levam a ter atitudes que estão, de fato, prejudicando outras pessoas, mesmo que sutilmente. Quem ouviu o conselho do que seria ideal fazer e se sentiu mal porque sabe que nunca conseguirá segui-lo (por mais que ele saiba que é certo, simplesmente não o consegue fazer), vai acabar se sentindo mais desmotivado e frustrado consigo. Ou seja, não só o não o ajudamos como também o desmotivamos.
Assim fica o meu desabafo: se queremos ser construtivos conosco e com o mundo, se queremos ser felizes de verdade, primeiramente temos que clarear nossos sentimentos, entender o que se passa de verdade na nossa cabeça. É um caminho por vezes árduo, mas infinitamente mais gratificante do que gastar essa linda vida que Deus nos deu somente tentando escondermo-nos de quem realmente somos.
Sobre o assunto, recomendo o filme excelente: Reine Sobre Mim, com o Adam Sandler.
11 de nov. de 2008
Competências para a vida..
Competências Duráveis são o um conjunto de capacidades, conhecimentos, aptidões e experiências que proporcionam às pessoas uma estabilidade e equilíbrio internos para lidar com adversidades da vida.
1. AUTO-CONHECIMENTO“Conhecer a si mesmo é um projeto de vida. Implica reflexão, introspecção e empenho para definir claramente nossa trajetória de vida. Inclui, ainda, o desafio do comprometimento consigo mesmo a respeito de objetivos e metas pessoais”
2. COMPETÊNCIA INTERPESSOAL

“ É a capacidade de interagir de forma construtiva com as pessoas, transmitindo de forma eficaz e adequada nossas idéias, sentimentos, opiniões. Também é a capacidade de observar a reação de nossos interlocutores e utilizá-la como feedback para verificar se a mensagem foi fielmente transmitida e captada. Competência interpessoal é saber lidar com conflitos”
3. SENSIBILIDADE E INTUIÇÃO“Sensibilidade e Intuição são recursos importantes que dispomos para captar o que acontece à nossa volta, mas que tendem a ser sub-utilizados por terem sido tradicionalmente desencorajados pelos processos educacionais a que fomos submetidos”
4. CONECTIVIDADE

“Entendemos por conectividade a capacidade de criar redes de relacionamento, engajar pessoas em objetivos comuns, estabelecer vínculos duradouros e autênticos com uma ampla gama de pessoas, formar parcerias, alianças e fazer contatos diversificados.”

5. Versatilidade/Adaptabilidade
“É a capacidade de ajustamento rápido a diferentes cenários e situações. É saber perceber e reagir prontamente às mudanças do mundo.”
6. Capacidade de Negociação e Administração de Conflitos

“Negociar é administrar as diferenças de interesses, encontrar semelhanças e aspectos convergentes em situações aparentemente divergentes. Negociar é ouvir e fazer-se ouvir, é saber reformular posicionamentos, analisar um acontecimento, uma situação ou um impasse através de diferentes prismas."
7.Abertura e disposição para aprender e reconstruir experiências“Ser um eterno aprendiz é deixar-se surpreender pelo novo, pelas descobertas e constatações, é reconhecer que sempre é possível aprender mais. Trata-se de uma postura de humildade através da qual reconhecemos nossas limitações a respeito do saber, no seu sentido mais amplo, e permanecemos abertos ao crescimento e desenvolvimento de nossas potencialidades”
7 de nov. de 2008
6 de nov. de 2008
O porquê do Caos
Repasso para vocês uma mensagem que minha mãe recebeu da Lisi.
É muito, mas muito legal.Sugiro que vocês ouçam-na com atenção, vale a pena.
O vídeo é uma palestra de Robert Happé, um filósofo holandês de 65 anos que viajou muito pelo mundo todo. Só no Oriente ele morou 14 anos. Com sua experiência, totalmente desvinculada de organizações religiosas, seitas, cultos ou outros grupos, ele traz uma bela mensagem sobre o porquê do caos no mundo de hoje.Robert também é o autor do livro 'CONCIÊNCIA É A RESPOSTA'. Fiquei louca para ler!
Boa semana a todos,
Lola
22 de set. de 2008
Será que ninguém vê q os recursos vão acabar um dia??
O Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) considerou insuficientes as informações dadas pelas três maiores redes varejistas do país – Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart – a respeito da origem da carne bovina vendida nestes estabelecimentos.
Por André Trigueiro
Através das respostas enviadas ao Instituto, chegou-se à conclusão de que os supermercados não dispõem hoje de meios seguros e isentos para aferir se a produção de carne causa desmatamento ou explora mão-de-obra escrava ou infantil.
A rastreabilidade da carne é condição fundamental para a redução do desmatamento em uma região onde, de acordo com o IBGE, a população de bois dobrou nos últimos 10 anos, alcançando a marca de 73 milhões de cabeças de gado (três vezes superior à população de brasileiros que vivem na área da Amazônia Legal). Um terço da carne hoje exportada pelo Brasil tem origem na Amazônia.
Considerando que 18% da maior floresta tropical úmida do mundo já foram destruídos, e que a derrubada de árvores na Amazônia para a abertura de novos pastos responde por 80% dessa devastação, o consumidor de carne torna-se, na prática, um avalista dessa tragédia ambiental. A inexistência de carne certificada inviabiliza qualquer tentativa de privilegiar os segmentos do mercado que atuam na legalidade em toda a cadeia produtiva. Os bons pecuaristas têm a reputação abalada pela impunidade dos que atuam na clandestinidade, e tornam-se competitivos apenas porque não recolhem impostos.
Para piorar a situação, a construção de frigoríficos em áreas de floresta vem sendo financiada por bancos oficiais e privados sem qualquer estudo prévio que possa revelar com clareza os impactos ambientais causados pela aplicação desses recursos. Segundo o relatório produzido pela organização não-governamental Amigos da Terra (“O reino do gado – uma nova fase na Pecuarização da Amazônia Brasileira”), “a proliferação de abatedouros, assim como a compra de muitos deles por grandes grupos que os ampliam e equipam, é financiada principalmente com apoio financeiro do BNDES, e em certa medida de bancos multilaterais como o IFC (grupo ligado ao Banco Mundial) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e de bancos comerciais, entre os quais Itaú, Banco do Brasil e Bradesco”.
O que deveria valer para a carne é igualmente importante para os mercados de soja e de madeira. A moratória da soja – renovada recentemente – assegura aos importadores europeus o fornecimento de grãos plantados em áreas onde não houve desmatamentos recentes (de 2006 para cá). Por que não ampliar essa exigência para o mercado interno?
No mercado madeireiro, o exemplo também poderia vir de cima. Toda a madeira bruta ou processada comprada pelos governos (federal, estaduais e municipais) deveria ser certificada, priorizando-se nas licitações públicas os fornecedores que seguem à risca os planos de manejo.
A certificação não está imune à fraude, e qualquer movimento nesta direção demandará novos esforços de fiscalização e controle. Mas é muito bem-vindo o compromisso do Ministério do Meio Ambiente de mobilizar os esforços necessários para identificar a origem desses produtos e dividir com o consumidor a tarefa de proteger a floresta.
A rigor, quando a certificação obtida por meios confiáveis é entendida como algo elementar e referencial nas relações comerciais, todo e qualquer produto ou serviço – não apenas os da Amazônia – são passíveis de algum selo que ateste o cumprimento desse check-list socioambiental. Imóveis, veículos, roupas, eletrodomésticos, tudo o que demanda uso de mão-de-obra, matéria-prima e energia, merece algum tipo de certificação. Entramos no século XXI experimentando uma crise ambiental sem precedentes, com direito à exploração de crianças e escravos em linhas de montagem abomináveis. Quem compra o resultado dessa lógica perversa é responsável por isso.
A sociedade de consumo possui ferramentas sofisticadas e inteligentes de promover ajustes no mercado em favor da sustentabilidade. A disposição dos consumidores em comprar produtos e serviços sustentáveis já foi amplamente confirmada por pesquisas no Brasil, repetindo um fenômeno que já se consolidou na maioria dos países desenvolvidos. Entender o consumo como um ato político é um sinal de maturidade civilizatória, de respeito à vida e ao próximo.
André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro “Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação” (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003).
15 de set. de 2008
As contrações...
Começamos falando de música. Refletimos que a beleza das músicas não está na melodia contínua, mas sim em suas contrações, em seus seus semi-tons. Para os mais leigos, é só pensar no Hino Nacional, ou então em uma música qualquer de Tom Jobim e teremos inúmeros exemplos de semi-tons. Aliás, a MPB utiliza muito esse recurso para criar um clima de tensão e uma espera pela resolução. Por isso que as músicas pop-pastelão que tocam nas rádios tendem a não durar mais do que uma temporada, saindo do hall da fama para o esquecimento quase completo em poucos meses. Elas não têm nenhuma beleza concreta, nenhum toque especial, nada marcante, nada que ultrapasse o tempo...
Fizemos, então, um paralelo com a vida: o ser humano está em uma busca constante por estabilidade e tranquilidade, que, muitas vezes, se confunde com um não-sentir. Não gostamos dos problemas e fugimos deles fingindo que eles não existem. Essa frase pode ser contraditória pois qualquer pessoa tem uma lista gigante deles na ponta da língua.. E provavelmente ela será a grande coitada da maioria de suas histórias..
O problema é que os fatos citados provavelmente serão referentes ao dia-a-dia da pessoa: o chefe que não o entende, a mãe ou a sogra que não o deixa em paz, o mercado que insiste em desfavorecer o seu negócio, os clientes que estão cada vez menos fiéis, o governo, os políticos e por aí vai.. Acontece que utilizamos estes pequenos conflitos como fuga para os problemas maiores, os existenciais. Esse tipo de vida é como uma música pop-pastelão, pois ela não tem profundidade, não tem reflexão e, conseqüentemente, não tem beleza alguma...
Assim, concluímos que devemos levar mais a sério as contrações que a vida nos proporciona. A dor, a doença, a culpa, etc. são sentimentos que precisam ser melhor entendidos, explorados e respeitados, não ignorados. Fingir que está tudo bem o tempo todo causa uma grande agonia interna, pois fazendo isto estamos reprimindo um impulso natural que temos pelo crescimento. As contrações existem para que possamos aprender e sem elas a vida não tem sentido algum!
Uma boa semana de aprendizados a todos. Lola =)
31 de ago. de 2008
Um Bom domingo..
E o que mais me indigna é que estes atletas ganham rios e rios de dinheiro enquanto o pessoal da ginástica olímpica, do judo, natação, etc, só ganham algum foco na olimpíada. E o brasileiro reclama muito mais deles do que dos times de futebol, sendo que eles não ganham nenhuma atenção da nação nos outros 4 anos entre uma olimpíada e outra. Vergonhoso!
Sobre o assunto, recomendo o segundo post deste blog, sobre o César Cielo: http://www.interney.net/blogs/inagaki/
Vale a pena!
Beijos, Lola
27 de ago. de 2008
Ler ler ler
Ando sem inspiração para escrever ultimamente, mas queria contribuir com o meu limão, mesmo que dele ainda não saia muito suco ;)
Estava aqui pensando "o que vou postar no blog?". Comecei a olhar para o meu quarto esperando que alguma idéia brilhante surgisse, quando me deparei com uma estante cheia de livros à minha esquerda. Passei os olhos por cada título; os mais variados, desde assuntos sobre administração até os mais leves, como Harry Potter.
Em seguida, olho para a direita, e em cima da cabeceira da minha cama, mais alguns livros. Então começei a me perguntar quantos desses eu já havia terminado de ler. Não sei, mas com certeza menos de um terço. Pra que tanto livro? Talvez para o meu ego, para eu me sentir mais confortável e achar que estou fazendo alguma coisa a mais. Aqueles livros à direita me incomodam em especial, pois eles são as "pendências" e ficam olhando para mim dizendo "LEIA-ME! LEIA-ME!".
Ahrg! CHEGA! A partir de hoje vou acabar com essa palhaçada. A quantidade de livros que eu li não vai me tornar uma pessoa melhor ou mais sábia. Neste mundo de tantas informações não interessa quantos jornais, revistas e livros lemos, e sim o que conseguimos extrair de tudo isso. São as pequenas coisas que fazem a diferença "no contexto maior" (usando as palavras da Lola), e não as metas imaginárias que colocamos para nós mesmos.
Uma manhã especial
Bom, como a maioria das pessoas que me conhecem sabe, minha família está passando por um momento delicado, pois temos uma prima querida no hospital. Essas coisas de saúde têm um poder incrível sobre a gente.. Nada consegue nos afetar tanto quanto isso.. Mas no meio do mais seco deserto às vezes nasce uma flor, delicada, porém forte, pois nasceu em meio a uma situação extrema.
Essa flor que está nascendo na nossa família é a união verdadeira. Claro que já eramos unidos antes, mas não como agora, e um dos motivos pra tanto é que todos pararam pra pensar em suas próprias vidas.. O que tem a ver uma coisa com a outra? Estava mesmo discutindo o assunto ontem com a minha mãe, e chegamos a uma conclusão: não existe amor pelos outros sem amor-próprio. Nós amamos os outros na mesma proporção que nos amamos, nem mais, nem menos. Assim minha grande família (incluindo tios, tias, primos, etc) está aprendendo a se amar mais através do auto-conhecimento, da reflexão e de horas de conversa sobre assuntos que antes só vinham à mesa em poucos momentos..
Mas não é uma coisa fácil, esse amor próprio.. Na verdade, ele é mais fácil e, ao mesmo tempo, mais difícil de se conquistar do que se pensa. Isto porque o procuramos nos lugares errados e, ao não acharmos, nos decepcionamos perdendo ainda mais a fé em nós mesmos. Mas assim como a flor que possui um impulso natural por sobrevivência, também nós possuímos um impulso natural pela evolução da alma. O problema é que não o ouvimos no nosso dia-a-dia, distraindo-nos com tantas outras coisas que não têm a menor importância em um contexto maior. Assim, quando a vida nos proporciona as lições mais difíceis, que também são aquelas que mais nos ensinam, temos que ter disciplina para ouvir a lição, e não fugir dela, pois há beleza até nos desertos mais secos e aparentemente sem vida.
É por isso tudo que eu valorizo manhãs como a de hoje, que nos trazem lucidez em meio a nossa vida corrida e nos fazem lembrar das coisas que realmente importam...
Dedicado a minha família e em especial a minha prima querida, Lisi.
