3 de abr. de 2009

Aqueles 50 metros

Oi criaturas da Confraria de Idéias. Eu me chamo Paulo Ricardo e, na verdade, eu nunca escrevi aqui, apesar de a Lola ter me adicionado a um meio ano (foi mal). Minha omissão se deu, provavelmente, 70% por medo, 10% por falta de saber o que escrever e, os restantes 20%, por causas não-identificadas. Li as postagens anteriores para não distoar muito do foco do pessoal, mas eu realmente não conseguiria falar sobre certos assuntos sem soar óbvio, redundante, egocêntrico e senso-comum. Enfim, vamos ao papo furado.

Hoje, quando estava voltando para casa, vi duas amigas que se encontraram na rua. Elas haviam se olhado já a uma quadra de distância, mais ou menos. Enquanto se aproximavam, deu para perceber que uma delas ficou um pouco embaraçada, sem saber o que fazer com as mãos nem para onde olhar até dar um abraço na amiga. Isso é uma coisa que normalmente acontece com agente, né? Assim, tu avistas um amigo/conhecido/qualquer coisa de longe, vindo na tua direção. Tu, certamente, irás cumprimentá-lo. Porém, até chegar perto do indivíduo, o que fazer?! Eu, normalmente, finjo olhar para o lado, olho alguma coisa no celular, dou um sorriso para a pessoa, olho para o lado de novo, torcendo para que esta tortura acabe logo! A bem pouco tempo atrás, estudei uma síndrome chamada fobia social para a psiquiatria. Ela consiste, basicamente, em medo de ser humilhado pelos outros indivíduos que nos cercam, o que impossibilita o seus "portadores" de realizar certos atos. Não, nem eu, nem tu, temos isso, não te preocupa: as pessoas com essa síndrome são incapazes de comer, de atender um telefonema ou de fazer qualquer coisa em público. O que eu pretendo, ao comentar sobre essa síndrome, é chegar ao ponto que, em graus bem variados (e atenuados), todos temos alguns traços de todas as síndromes psiquiátricas (crença pessoal, não li isso em nenhum lugar), inclusive desta. Bem no fundo, morremos de medo das outras pessoas, do que elas irão pensar sobre nós, se elas podem ou vão, de alguma maneira, nos prejudicar.
Isto fica bem claro durante estes 50 metros que temos que caminhar para chegar até o próximo, mesmo que o nosso "publico" seja apenas outro homo sapiens medroso.

1 comentários:

Lola Grangeiro disse...

Demais!!!!
O chapéu serviu de novo... esse chapéu já ta ficando meu amigo!!!

Adorei! Beijão Paulinho! =)