21 de jul. de 2009

Festival de filmes de férias de inverno (2)

O DIA EM QUE A TERRA PAROU

Eu também parei pra ver esse filme que aborda um tema tão interessante, mas quase dormi com as atuações inexpressivas de Keanu Reeves e de Jennifer Connelly e com o roteiro sem profundidade do diretor Scott Derrickson, de O Exorcismo de Emily Rose.


O Dia em que a Terra Parou (The Day The Earth Stood Still, 2008) é um remake do clássico de 1951. Entretanto, na minha visão, a nova versão apresenta vários problemas na adaptação. Eu não vi o original.... Mas faz sentido que em um período pós-guerra, o filme trouxesse reflexões sobre o fato que somos todos da mesma espécie e, apesar das diferenças, somos todos responsáveis pelo planeta em que vivemos. Deve-se levar em consideração que o filme original foi lançado em plena guerra fria e que todos estavam apavorados com a possível eclosão de uma Terceira Guerra Mundial, dessa vez nuclear.

Entretando, hoje em dia esse discurso está batido e as pessoas estão mais maduras para enfrentar as verdades sobre o egoísmo que cada um possui e que permeia todas os conflitos, desde os familiares até as guerras, e o diretor não soube explorar isso. Então o filme ficou fraquinho em termos de reflexão.

Bom, fora isso, o filme escorrega em vários outros pontos... Mas vamos à história: Klatuu (Keanu Reeves) é um alienígena representante do conselho dos líderes das galáxias que veio para a terra com a missão de dar aos humanos um ultimato: ou aprendemos a respeitar as outras espécies que vivem no nosso planeta - e o planeta em si - ou a raça humana será exterminada.

Os aliens escolhem, mas que surpresa, Nova Iorque como QG da visita. Que coisa, deve ser muito legal morar lá. Êta cidade agitada, as maiores histórias de amor acontecem lá, os principais thrillers policiais também, isso sem falar nos aliens, no Godzila, no Homem-Aranha e, é claro, no GORT (olhem o filme para entender..). Gente, tá todo mundo lá!!!! Porto Alegre é muito pacata mesmo...
















Ainda bem que ao menos eles fazem uma críticazinha aos americanos, que adotam o alien como seu rato de laboratório, excluindo a opinião do resto dos líderes mundiais sobre o que fazer com essa crise. Só não entendo como o maior procurado de todos os tempos sai caminhando na boa do hospital e ninguém acha ele por um tempão (isso sim é uma verdadeira tiração com o sistema de defesa americano)...

Salvam o filme as ótimas atuações de Kathy Bates, como secretária de defesa e representante do presidente dos EUA e do ator John Cleese ( o professor de Helen), sendo o último protagonista da melhor cena do filme, a conversa "matemática" entre o alien e o professor.

Ah, outro ponto a ser discutido é o insistente uso (e abuso) do merchandising. Ex.: De todos os lugares que eles poderiam ter parado para tomar um café, adivinha qual eles escolheram??? O MC Donald's, é claro, incluindo um reflexo do famoso "M" no vidro do carro. AFFFF, que irritante!!!!

Apesar de tudo isso, se fizermos um esforço, da pra tentar manter o debate (levantado pelo primeiro filme) de que a terra não é nossa, que somos um bando de arrogantes e que a maioria de nós precisa mesmo é de um bom psicólogo (para manter o clima do filme, vou fazer um merchandising sobre a minha futura profissão, hahaha). Ta, não, brincadeira. O filme também da uma visão otimista de que "estamos mal mesmo, mas a gente só muda quando está com a corda no pescoço". Será? Acho que temos tudo para melhorar e não falo de grandes mudanças mundiais, mas de pequenas mudanças internas em cada pessoa. Falta só a coragem de olhar verdadeiramente pra si e encarar o que tiver que encarar para conseguir ser uma pessoa melhor, para si, para os outros e para o nosso planeta.

11 comentários:

Raquel Diehl disse...

Concordo.. mas acredito que grandes mudanças também estão por vir =D E que aqueles que já estão fazendo esse pequeno grande esforço para se mudarem, podem ir um pouco mais além, em busca de algo maior.. Adorei o post! Lola e as suas belas reflexões ;)

Lola Grangeiro disse...

Heheheheh concordo com o teu comentário tb!! =D a gente tem que confiar mais no que já está fazendo né? ;)

June disse...

É, concordo com a melhor cena sendo aconversa matemática. Achei show!!! Tanto que cheguei a falar impressionada - eles estão conversando!
Achei bobo, nada a ver a idéia de um alien indo embora sem uma solução para a Terra e sem alcançar o objetivo a que se tinha proposto.

Lola Grangeiro disse...

Pior né.. nem tinha pensado nisso.. no final não serviu pra nada!!! hahaha

Mari disse...

Só pra ser diferente, também adorei a cena em que ele conversa com o cientista! Mas no mais concordo que o filme é ficou muito sem gracinha (em especial o final sem sentido). Vocês concordam com a moral do filme, de que o ser humano evolui em situações extremas?

Raquel Diehl disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquel Diehl disse...

Não vi o filme, mas concordo que todos nós, frente a uma situação extrema, podemos nos surpreender com nós mesmos. Não sei se evoluir é a palavra, mas no mínimo encontrar uma saída que talvez não tivéssemos 'imaginado' antes =P

Mas acho que isso acontece porque não conseguimos mais controlar a situação.. a gente geralmente tem a resposta, mas ficamos torcendo e fazendo de tudo para que uma medida maior não precise ser tomada =P a zona de conforto é sempre a melhor opção! hehehe

Lola Grangeiro disse...

hahahaha sim quel..
Assino em baixo..

Thiago Melchiors disse...

Não resta dúvidas de que a cerveja foi a melhor invenção do homem. Se tivessem sentado, pedido uma pizza e 6 Stella, na boa não teriam que destruir o mundo.

Lola Grangeiro disse...

HAhhahhahaha

Gabrielle da Motta Varga disse...

Também vi o filme...

Gosto de filmes de ficção, mas esse certamente não foi do meu agrado.

Assim como a Tia June, fiquei com a sensação de ter ficado no vácuo ao final do filme. E isso nem pareceu ser de propósito.

É, volta pra Matrix Keanu Reeves (rimou!!)...